MOVIMENTO

Grupo prepara nova ação contra instalação de praça de pedágio em Mogi das Cruzes

LOCAL Movimento realizou protestos contra proposta de instalação de pedágio no KM 45 da rodovia Mogi-Dutra ou em outros pontos próximos ao município. (Foto: arquivo)
LOCAL Movimento realizou protestos contra proposta de instalação de pedágio no KM 45 da rodovia Mogi-Dutra ou em outros pontos próximos ao município. (Foto: arquivo)

Prestes a completar 11 meses de atividades, o Movimento Pedágio Não, criado após a divulgação pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) do projeto de concessão das rodovias litorâneas com a previsão de instalar uma praça de cobrança no km 45 da rodovia Mogi-Dutra (SP-88), prepara nova ação para mostrar que a cidade ainda é contra a cobrança.

O líder do movimento, Paulo Boccuzzi, acredita que com a pandemia do novo coronavírus, a Artesp continua dando andamento aos estudos, visto que, segundo ele, diversos estudos de tráfego continuam sendo realizados nas rodovias que integram a proposta, como a Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga.

Apesar de ter sido um assunto que ganhou bastante repercussão na cidade e chamou a atenção de políticos nas três esferas que prometeram lutar contra a implantação do pedágio, Boccuzzi diz que hoje eles estão mais afastados da pauta, visto que pode causar “mal estar” em ano eleitoral, sobretudo àqueles que vão disputar o pleito de novembro.

“Para mim está muito claro que, independentemente de partido, de lado, todos são contra o pedágio. Porém, o maior interesse que todos eles têm é de que esse assunto não seja tratado, falado, porque isso não traz uma situação favorável para nenhum deles. Se for analisar, de quem é a responsabilidade de zelar por este assunto, ela é do prefeito, governador e dos deputados estadual e federal. Eles que precisam cuidar dos assuntos de interesse do povo, mas o movimento é que tem se mostrado mais preocupado com a pauta”, avalia.

O líder do movimento classifica ainda a pauta como “política”, por isso acredita que não haverá decisão antes das eleições em novembro, mas se preocupa com o que pode ser decidido após esse período, principalmente porque a parte de consulta pública já foi realizada, ainda que com críticas devido ao horário das audiências, que ocorreram no período comercial e em dias da semana, mesmo que depois o material tenha sido disponibilizado na internet.

“Todas as reuniões do movimento com as autoridades foram agendadas por intermédio de políticos da cidade, através do Gondim, por meio do Marco Damásio e do Marco Bertaiolli. Eles sempre nos deram suporte, mas neste momento não conseguimos nenhum tipo de contato com a Artesp ou a Secretaria de Transportes do Estado”, pontua.

Em fevereiro deste ano, a Artesp divulgou que iria propor uma nova localização para a praça de pedágio, antes projetada para o km 45 da Mogi-Dutra, próximo à Casa do Queijo. Agora, a agência manteve, em nota, que a análise do estudo para implantação de um pedágio na rodovia Mogi-Dutra encontra-se em fase de aprimoramento. “Mantendo-se oficiais as informações prestadas durante consulta pública. Após os pareceres técnicos, a Artesp divulgará a conclusão”, trouxe o texto enviado a O Diário.

A rodovia Mogi-Dutra passa por obras de duplicação no trecho final de 7,5 quilômetros, entre Mogi das Cruzes e Arujá, com previsão de entrega da obra para novembro deste ano.


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