CUIDADOS

Grupo formado por empresas e entidades no Alto Tietê atua na prevenção a acidentes em indústrias

ATUAÇÃO O PAM e outros órgãos realizam a capacitação em treinamentos de acidentes com frequência. (Foto: arquivo)

A explosão registrada em Beirute, no Líbano, na última terça-feira trouxe à tona questionamentos em relação à segurança na indústria e no manuseio de produtos químicos. Para prevenir e atuar em possíveis acidentes, o Alto Tietê conta com o Plano de Auxílio Mútuo (PAM), fundado há 27 anos na Região e formado por empresas privadas e entidades, como o Corpo de Bombeiros, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e hospitais. Segundo o coordenador do grupo, Wellington Amorim Salvador, as chances de algo parecido acontecer por aqui são mínimas.

Segundo ele, os níveis de controle por legislação exigem diversos critérios. Há, por exemplo, o controle de inflamáveis, que não podem ser estocados junto às substâncias oxidantes, já que existe a incompatibilidade entre esses elementos, o que poderia resultar em grandes acidentes. Até mesmo a lâmpada dos galpões precisam seguir as normas.

“Os níveis de segurança e proteção são muito maiores atualmente, evitando possíveis problemas. Lógico que os riscos sempre existem, mas foram muito reduzidos por conta desse grau de proteção. Para fazer parte do PAM as empresas precisam ter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), isso já garante que elas estejam seguindo todas as normas em relação à carga perigosa”, explica.

Em relação a esses cuidados, o coordenador acredita que São Paulo seja o estado com a legislação mais robusta. A fiscalização acontece por parte da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), além de alguns produtos serem controlados pela Polícia Civil e também pelo Exército Brasileiro.

Salvador explica que não é possível indicar onde estão os maiores riscos e que, por isso, não se pode ter medo no momento de fazer o manuseio, mas sim respeito pelos produtos, atendendo aos requisitos de segurança. Isso porque um produto químico pode reagir de diferentes maneiras. Ele dá o exemplo do ácido sulfúrico, que em sua forma primária poderia causar grandes danos, mas que se for bem processado pode resultar em um shampoo.

Hoje, cerca de 20 empresas do Alto Tietê integram o PAM. Além das reuniões mensais, o grupo ministra treinamentos e simulados de acidentes. Na prática, a estrutura auxilia na prevenção e também em ocorrências. Mesmo que o órgão prioritário no atendimento seja o Corpo de Bombeiros, o PAM está preparado para ser acionado a qualquer momento e dar apoio nessas situações. As empresas participantes podem ainda colaborar cedendo materiais e mão de obra, como brigadistas e bombeiros civis que atuam em cada uma delas.


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