GREVE

Funcionários do Metrô orientam passageiros a usar outras opções de transporte

Além de trens reservas em todas as linhas, também haverá reforço de 30% em todo o quadro operativo. (foto: Divulgação)
Categoria entrou em greve nesta quinta-feira. (foto: Divulgação)

Alguns funcionários do Metrô estão nas plataformas orientando passageiros que precisam ir às estações Corinthians-Itaquera e Barra Funda, da Linha 3-Vermelha, a usar os trens da CPTM como alternativa.

Moradora da Mooca, na região leste da capital, a balconista Doraci Roque Barbosa, de 27 anos, trabalha próximo à estação Barra Funda do Metrô, na zona oeste, mas os trens da Linha 3 estão parando na estação anterior, Marechal Deodoro.

Ela entra no serviço às 6h, mas, ao acordar, soube da greve pela televisão e comunicou ao patrão. “Ele disse que se eu chegar às 8 horas, no máximo 8h30, está bom”, disse. Ao falar, Doraci olhou o relógio: já eram 7h40 e ela ainda está na estação Bresser-Mooca.

“Estou esperando que liberem a circulação até a Barra Funda. Será que bão liberar?”, perguntou à reportagem. A alternativa da balconista é ir até a estação Brás e pegar o trem. Mas ela teme que a linha da CPTM esteja “caótica”.

Normalmente, para chegar até a estação Bresser-Mooca, Doraci pega um ônibus. Diante da demora para passar um coletivo, ela disse ter imaginado que os motoristas de ônibus também estivessem paralisados. Por isso, a balconista teve que caminhar por 50 minutos de casa até a estação.

Diante da dificuldade para chegar ao trabalho, a preocupação dela já é com a volta para casa. “Como vou entrar mais de duas horas depois hoje, que horas vou sair do serviço? Normalmente saio às 16h30. Mas hoje vou chegar em casa só à noite”, lamentou “A passagem aumentou para R$ 4, mas o transporte não melhora, né?”, queixa-se a passageira.

Movimento cai com a greve
Na estação da Sé, uma das mais movimentadas da Linha 3-Vermelha do Metrô, as plataformas estavam vazias na manhã desta quinta-feira, 18. Os trens estão circulando com maior tempo de parada e velocidade reduzida. Por isso, quem circula no metrô precisa aguardar pelo menos 10 minutos pela chegada de um trem.

Usuários estavam perdidos em busca de informações sobre alternativas de trajeto. Nos vagões, passageiros pegos de surpresa tentavam se ajudar. “Tem ônibus daqui para o Belém?”, perguntava uma passageira.

Na linha 3-Vermelha, no sentido Corinthians-Itaquera, ao parar na Bresser-Mooca, um funcionário informama pelo alto falante que todos deveriam desembarcar. O mesmo trem faz o percurso de retorno à estação Marechal Deodoro, no sentido Barra Funda.

Na Linha 1-azul, a reportagem embarcou na estação Paraíso e seguiu até a Luz em um trajeto que durou dez minutos. Os trens circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada, mas um número reduzido de passageiros procura o serviço. Muitos pedem informações sobre horário de reabertura das demais estações.

Com a greve, os ônibus não são suficientes para transportar todos os passageiros. Filas longas se formaram em frente a várias estações do metrô, como a Artur Alvim, na zona leste da capital paulista.


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