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Folclore Político (CLIV) A brava torcida da MGB

A Mineração Geral do Brasil, primeira empresa siderúrgica a operar na cidade, tinha um time de futebol que era conhecido em toda a região Leste da Capital pela qualidade de seus atletas. Já Ferraz de Vasconcelos também tinha uma equipe famosa. E uma torcida que era mais famosa ainda. Tudo isso devido a um hábito, digamos, pouco civilizado de seus integrantes. Toda a vez que o time não ganhava um jogo, os vigorosos torcedores ferrazenses entravam em campo e faziam ganhar no braço. Mais violenta, impossível. Certo dia, lembrava o saudoso comerciante e ex-vereador Martim Marfil Lopes, que também passou pela Mineração, foi marcada uma partida entre os times de Mogi e o de Ferraz. Quando souberam disso, os mogianos, temerosos, foram falar com o responsável pelo Departamento Pessoal da empresa, Waldemar Costa Filho, que até então não havia ingressado na política. Sua fama de encrenqueiro, no entanto, já existia. E ele tinha por hábito fazer jus a ela. Mesmo sabendo da apreensão de todos, Waldemar recomendou ao time que fosse para Ferraz e jogasse o melhor que pudesse. Sem que os atletas soubessem, lotou um caminhão com os pesos mais pesados e arruaceiros da Mineração, que se armaram com o que podiam e tinham direito. Não se sabe se alguém se dispôs a levar algum revólver ou outra arma de fogo. Mas fora isso, havia de tudo. De soco inglês até porretes, devidamente ornamentados com arame farpado, passando por facas e facões, entre outras armas de semelhantes efeitos potencialmente devastadores. Tão logo o juiz autorizou o pontapé inicial da partida, a barra pesada chegou e postou-se ao lado do gramado, exibindo, sem pudor, todo o seu poderio bélico. O jogo ocorreu sem qualquer incidente. Naquela tarde, o time da Mineração jogou leve como nunca, ganhou e levou. Sem problemas.

Ah, esses políticos…

Contam que numa noite escura, voltando de um comício no interior, um ônibus de dois andares, lotado de políticos, capotou por duas vezes e foi parar no terreno de uma fazenda. Ainda à noite, o proprietário do local, notando os corpos estatelados, fez um grande buraco e passou a enterrar todo mundo. Dias depois, um investigador de polícia chega à fazenda, pergunta pelo acidente e o fazendeiro conta o que houve. “Mas estavam mesmo todos mortos?” – indagou o policial. E o caipira: “Bão… alguns diziam que não. Mas o sinhô sabe como esses políticos são tudo uns mentirosos…”

Quase parando…

Lembram alguns inimigos que pouco antes de deixar o governo de São Paulo para concorrer a presidente da República, Geraldo Alckmin foi inaugurar uma obra no Interior. O seu motorista acelerou o carro para mais de 80 km/hora. Acabou advertido pelo ainda chefe da comitiva: “Devagar, porque atrás de governador que sai do cargo, ninguém anda a mais de 40.”

Barulheira

Um vereador de Salesópolis, recém-eleito, não via a hora de fazer sua estreia na tribuna da Câmara . E lá foi ele criticar o prefeito, mandando ver, de primeira: “As ruas estão esburacadas, sem luz, e, à noite, os cachorros soltos, numa latitude que não deixa ninguém dormir. Assim não é possível!” “É, não é mesmo”, concordou o líder do prefeito.

Ganchos

O mesmo vereador, segundo contam, acabou primeiro secretário da Câmara e, também na estreia, teve de ler uma mensagem do prefeito. Levantou- -se e foi lendo: “Artigo 1….”, e leu tudo. “Artigo 2…”, e leu tudo. De repente, o vereador fica paralisado, diante de algo que nunca havia visto. Mas não perdeu a pose e foi adiante: “Ganchinho 1…”, “Ganchinho 2…” Eram os símbolos dos parágrafos.

Frase

O homem de responsabilidade política não mente: inventa a verdade.

José Cavalcanti, o filósofo de Patos, na Paraíba


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