ÁGUA

Estiagem reduz o nível de represas em toda a região

PREOCUPAÇÃO Represa de Taiaçupeba, em Jundiapeba, operava ontem com 35% de sua capacidade. (Foto: Eisner Soares)
PREOCUPAÇÃO Represa de Taiaçupeba, em Jundiapeba, operava ontem com 35% de sua capacidade. (Foto: Eisner Soares)

O volume das represas que integram o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) tem diminuído gradativamente nos últimos meses. Até ontem, o manancial estava com 62,2% da sua capacidade preenchida, enquanto em 15 de setembro de 2019, o volume era de 89,4%. Mesmo com a pandemia, quando os cuidados de higiene precisaram ser intensificados, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) lembra que é importante usar a água de maneira consciente.

A empresa ressalta que os sistemas da Região Metropolitana de São Paulo são integrados, o que permite transferências entre os mananciais, se necessário. Ontem, a operação estava em 53,1% da capacidade total, ante 68,2% em 2019, e 42,1% em 2018 – ano em que houve seca severa sem riscos ao abastecimento. Importante lembrar que este é um período de estiagem, quando os reservatórios apresentam índices de armazenamento menores.

Mesmo no período de seca de 2019, os níveis estavam mais elevados. Comparando os atuais 15 dias de setembro e o mesmo período do ano passado, a represa de Paraitinga foi de 92,73% para 64,82% agora; a Ponte Nova de 98,32% para 86,21%; Biritiba de 38,92% para 14,98%; Taiaçupeba de 79,14% para 35%; e na Jundiaí apareceu a maior diferença entre elas, indo de 83,79% para 7,69%.

Em setembro, Mogi ainda não teve registros de chuvas, enquanto até o dia 15 do ano passado já havia recebido 47,7 milímetros de chuva. Quase a mesma quantia de água de agosto, quando choveram 54,7 mm. Já no ano passado, o mês recebeu apenas 7,2 mm. Em julho, as chuvas foram bem mais intensas em 2019, 109,4 mm, enquanto desta vez houve apenas 5,7 mm.

Além de obras estruturantes realizadas pela Sabesp desde a crise hídrica de 2014 e que garantiram mais segurança ao abastecimento – como maior interligação entre os mananciais e a construção de um novo sistema, o São Lourenço -, os investimentos previstos em saneamento pela companhia nos próximos cinco anos totalizam mais de R$ 20 bilhões.

Para o uso consciente da água, a empresa orienta o uso de vassoura e balde para lavar áreas como garagem, corredores, dentre outras, e a não utilização de mangueiras; não dar descarga à toa e não utilizar o sanitário como lixeira, já que em apenas seis segundos de válvula acionada vão embora cerca de 12 litros de água; não usar água corrente para descongelar alimentos e ficar muito atento a possíveis vazamentos, que podem passar despercebidos e representam grandes causas do desperdício.


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