Na carreira, a pugilista mogiana Danila Ramos tem um currículo extenso. Foram 150 lutas enquanto amadora e 11 no profissional. Ela, entretanto, está ansiosa pra uma conquista: o cinturão mundial.

O embate ainda está indefinido, não há adversária, local ou data, e precisou ser adiado por conta da pandemia. Ainda assim, os treinos são diários.

“Desde que me tornei profissional no esporte, entendi que preciso encarar isso como uma profissão qualquer. Todos os dias eu acordo e saio para trabalhar, mas o meu trabalho é diferente, então eu vou correr. Eu também dou aulas de natação três vezes por semana, mas os treinos são diários”, conta ela.

Atualmente ela está em Buenos Aires, na Argentina, aonde treina seis vezes por semana, sendo duas vezes por dia. Mesmo com todo o foco, ela diz que essas incertezas são ruins para o desenvolvimento da carreira e acredita que já teria sido campeã mundial se não fosse a pandemia.

Em 2019, a “guerreira” Danila, como é conhecida, chegou a lutar pelo título mundial. Mas as configurações da disputa a desfavoreceram. Isso porque o embate aconteceu em Oslo, capital da Noruega, e a adversária era uma norueguesa. Os juízes acabaram favorecendo a “dona da casa” e a mogiana perdeu por uma injustiça.

O erro por parte dos juízes foi reconhecido pelo Conselho Mundial de Box e, por isso, ela teria uma nova chance de lutar.

Anteriormente, ela havia lutado na categoria super pena, que vai até os 58.9 quilos. Agora, a chance será na categoria em que ela está mais habituada, que é a pena e tem limite de peso de 57 quilos.

“No box, as competições funcionam um pouco diferente, porque todos títulos têm donas e a maioria das vezes elas são obrigadas a defender o título. Mas para isso, elas podem escolher alguém que seja mais fácil e assim vão mantendo. Acredito que ainda não fui campeã do mundo também porque Brasil não tem força política no box. Se o Brasil fosse forte e incentivasse mais, já teria uma campeã do mundo”, ressalta.

A mogiana, inclusive, ocupa atualmente  a 7° posição no ranking mundial de boxe na categoria pena lamenta a falta de reconhecimento dentro do próprio país.