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FOCO É A BASE

"Não é o fim" garante diretoria do Mogi Basquete, que buscará retorno em 2023

Durante coletiva de imprensa, a Associação Desportiva de Mogi das Cruzes deu detalhes sobre a situação financeira e o futuro do time

O Diário
25/06/2022 às 07:33.
Atualizado em 25/06/2022 às 07:34

TRISTE Mogi Basquete optou por não participar do Campeonato Paulista e do NBB neste ano de 2022, com a equipe profissional; decisão foi “difícil”, explica presidente (Divulgação - Mogi Basquete)

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FOCO É A BASE

"Não é o fim" garante diretoria do Mogi Basquete, que buscará retorno em 2023

Durante coletiva de imprensa, a Associação Desportiva de Mogi das Cruzes deu detalhes sobre a situação financeira e o futuro do time

O Diário
25/06/2022 às 07:33.
Atualizado em 25/06/2022 às 07:34

TRISTE Mogi Basquete optou por não participar do Campeonato Paulista e do NBB neste ano de 2022, com a equipe profissional; decisão foi “difícil”, explica presidente (Divulgação - Mogi Basquete)

Um golpe duro para a torcida: o Mogi Basquete anunciou, na última quarta-feira (22) que não disputará o Novo Basquete Brasil (NBB) nem o Campeonato Paulista este ano. O foco neste momento migra para o trabalho das categorias de base, que têm agenda cheia para os próximos meses, acerto de dívidas - que deve passar da casa dos R$ 2 milhões - e busca de verba de incentivos fiscais. 

Novos detalhes sobre o futuro do time enraizado na história da cidade foram divulgados nesta sexta (24), em coletiva de imprensa. A Associação Desportiva de Mogi das Cruzes, que gerencia o Mogi das Cruzes Basquete, planeja que o retorno do time profissional adulto às quadras ocorra ano que vem, junto a “uma gestão financeira mais equilibrada”. 

A diretoria admite que para que a volta saia do papel serão necessárias mudanças e destaca que neste momento é preciso pensar a longo prazo e em novas formas de captar recursos, mas procura afastar murmúrios de que o time chegou ao fim. Segundo informado, foi a falta de recursos que motivou a decisão “difícil”. As palavras de ordem são de que “é necessário dar um passo para trás, para dar dois para frente”.

O contrato de todos os jogadores do time profissional foi encerrado. Eles estão livres para seguir a carreira com outros times. Foi destacado que nos últimos meses as dívidas do clube, que envolvem atraso de salários, subiu 50% e já deve passar da casa dos R$ 2 milhões. A associação garantiu, porém, que foram assinados acordos trabalhistas com todos e que as pendências estão sendo pagas.

O tamanho da dívida exata não foi divulgado. Segundo a equipe, todos os oito patrocinadores e 14 parceiros do time continuam e hoje o custo para manter as categorias de base rodando é de R$ 500 mil ao ano – grande parte da ajuda vem da Prefeitura. 

Foi detalhado que vem faltando cerca de R$ 200 mil por mês para manter o time adulto. Segundo divulgado, a decisão de sair dos campeonatos foi para não gerar uma bola de neve e criar mais dívidas.

Permanece no time o agora ex-técnico Danilo Padovani, que assumirá o cargo de gerente esportivo, para trazer a visão de jogo para dentro das futuras decisões a serem tomadas. Guilherme Filipin foi direcionado para comandar a categoria de base.

O time apresentou uma série de ideias para voltar mais forte ano que vem, mas é inegável de que a torcida não ficou feliz com a decisão. O apelo é de que os torcedores tragam essa paixão para os trabalhos da base previstos para esse ano.

Segundo Dimas Martins Franco, o presidente da associação, a decisão foi “terrível e tomada no último dia possível”. “Agora vemos a base como alicerce. Queremos finalizar 100% o novo estatuto, já ir atrás de novas contratações e voltar mais forte”, destacou.

É necessário que o time retorne aos campeonatos dentro dos próximos dois anos. Caso o prazo não seja cumprido, a equipe fica fora da elite do basquete. Apesar da crise, Dimas garante que em nenhum momento a diretoria pensou em vender a franquia do Mogi.

“O momento é de mudanças, reorganização, para fazer acordos com os jogadores. Nesse meio tempo fizemos uma correria enorme, batemos em muitas empresas e patrocinadores e não conseguimos chegar (no valor) que queríamos. Entrar agora (nos campeonatos) seria aumentar o endividamento. Estamos montando uma área financeira mais profissional, moderna e ágil, com forma de gestão diferente”, disse Franco. 

Foi falado muito em “pensar a longo prazo”. A associação diz que buscará novas formas de captar verbas, que podem vir agora, por exemplo, da destinação de empresas. Inclusive, houve um apelo para que as empresas procurem saber mais sobre o tema junto a diretoria que está de portas abertas. 

O vice-presidente Rodrigo Garzi complementou a direção a ser tomada. “Hoje uma gestão esportiva responsável não pode ser só baseada em captação de recursos de patrocínio e de verba de marketing. Precisamos buscar novos meios para que as empresas nos apoiem. Verbas de incentivos, você tem as indústrias que podem apoiar”.

“Com o novo estatuto da associação, de uma forma legalmente constituída, poderemos ter acesso as empresas da região que querem nos apoiar e o clube mostrará o leque de opções que eles têm de verbas que podem ser direcionadas, assim conseguiremos ter uma nova perspectiva”, acrescenta. 

Falando em apoio, Garzi garante que o elo com a Prefeitura não parou. As bases têm sido mantidas graças a isso, e fez referência ao programa Joga Junto Mogi, anunciado em 2021. “Obviamente, por questões legais, a Prefeitura não existe para pagar salário de jogador”, contou ao explicar que a direção quer pensar na sustentabilidade ao longo prazo, que não dependa de política. Nas redes sociais têm sido vistas muitas críticas à gestão do prefeito Caio Cunha (PODE) após o anúncio. O apoio para manter o time atuando este ano estaria fora da alçada da administração municipal. 

Garzi destacou o trabalho da base daqui em diante, que traz “grande retorno social” para cidade.

Lembrou que o time já tem a confirmação da participação no Campeonato Brasileiro com duas categorias: SUB 15 e SUB 17. Além destas, a LDB (Liga de Desenvolvimento) também segue e marcará presença com o SUB 22, sendo que o Mogi será uma das sedes do campeonato, e o SUB 11 e SUB 12 continuam na Liga Paulista.

Na semana que divulgou o comunicado, o tom é de até logo. “Estamos preparando o futuro do basquete mogiano através de uma base forte, e colheremos o fruto em breve. E com essa mesma responsabilidade e planejamento, optamos por não participar do Campeonato Paulista e do NBB de 2022, com a equipe profissional. Neste momento temos uma grande oportunidade de preparar uma base forte, com atletas formados em casa, e regularizar todas as nossas pendências financeiras, com um grande investimento na categoria de base vindo por parte da Prefeitura. A torcida é o que qualquer clube tem de melhor. Contamos com vocês nesta nova semeadura e juntos colheremos os frutos dela”, trouxe o documento. 

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