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De olho em Paris 2024! Mogi quer descentralizar paradesporto

Secretaria de Esportes identifica núcleos que podem ter readequações para mais atletas

Fábio PalodettePublicado em 12/09/2021 às 08:00Atualizado há 16 dias
Foto: divulgação / PMMC
Foto: divulgação / PMMC

O Brasil encerrou sua participação nos Jogos Paralímpicos de Tóquio com campanha histórica, recordes e boas perspectivas para o futuro. O destaque que o Paradesporto segue ganhando no País reforça o ótimo potencial para os Jogos de Paris, daqui a apenas três anos, em 2024 – e Mogi das Cruzes deve entrar na luta por mais medalhas, buscando ampliar a prática de modalidades.  

Entre os planos da Secretaria Municipal de Esportes, atualmente comandada por Ewerton Komatsubara, para os próximos semestres está a “descentralização” dos polos de Paradesporto na cidade – hoje os atletas se concentram nos treinos na Centro “Professor Cid Torquato”, no bairro Jardim Rodeio. 

Segundo explica o diretor da pasta, Tiko Franco, os trabalhos realizados no Centro já trazem bons reflexos, porém, novos polos podem ampliar este universo para mais mogianos. Também está no radar voltar a promover eventos e competições com atletas com deficiência – hoje interrompidos por causa da ainda vigente pandemia do novo coronavírus. 

Segundo ele, a pasta começou a trabalhar na identificação de outros núcleos de esporte da cidade que podem ser readequados para atender também atletas com deficiência. O trabalho começou com um centro de lutas em Jundiapeba, previsto para “ser entregue em outubro ou novembro”, onde funciona uma quadra desportiva no distrito. No local, por exemplo,  devem ser oferecidas aulas de boxe para cadeirantes. 

Para os próximos meses o foco estará em identificar potenciais centros, que segundo admite o diretor, precisarão de readequação. É o caso do próprio Ginásio Municipal de Mogi das Cruzes, o Professor Hugo Ramos, no Mogilar. 

“A ideia é tornar a pratica acessível. Entendemos que fomenta mais o esporte. Mogi tem potencial e a expectativa é trazer mais medalhas em Paris”, avalia o diretor.

Reforçado pelo secretário Komatsubara, o diretor comenta ainda que a conquista da medalha de bronze na bocha em Tóquio de Maciel Santos já traz mais ânimo para outros atletas de Mogi. “Foi uma reação muito boa, muito positivo. Ele acaba sendo um exemplo, traz animo” conta. 

Tiko comenta ainda que a secretaria estuda a retomada dos eventos esportivos e paradesportivos. No passado, a cidade já sediou campeonatos de futebol de amputados e a vôlei adaptado – hoje o impedimento é a pandemia e o Plano São Paulo, do Governo do Estado. 

“Quão logo sejam liberadas, voltaremos com as atividades”, antecipa o diretor. 

Centro hoje

Segundo Tiko, já na próxima semana o Centro de Paradesporto “Professor Cid Torquato” deverá voltar a receber mais alunos, após paralização. Atualmente estavam sendo atendidos apenas os atletas de alto rendimento. 

Inaugurado em 2014, Centro tem mais de 1,500 m² de área construída, serve como local de treinos para os atletas paralímpicos da cidade e também atende pessoas com deficiência. 

Algumas modalidades contempladas são o basquete para cadeirantes, futebol adaptado, vôlei adaptado, bocha e golbol.

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