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LUTADORA

Boxeadora mogiana Graziele Jesus já lutou em Tóquio e na Rússia, mas anseia por mais

Nos últimos meses, a mogiana Graziele Jesus esteve em importantes competições internacionais, mas ela não esquece da cidade

Larissa RodriguesPublicado em 01/10/2021 às 17:34Atualizado há 14 dias
Divulgação
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Os últimos meses foram intensos para a boxeadora mogiana Graziele Jesus. Ela adicionou no currículo uma participação na Olimpíada de Tóquio e, mais recentemente, no Campeonato Mundial Militar de Boxe, na Rússia. Aos 30 anos de idade, ela se vê realizada pela participação em competições grandiosas, mas ainda anseia por mais. Em Mogi das Cruzes, a atleta treina diariamente para manter o físico e o ritmo para futuras lutas.

No dia 19 de setembro, Graziele entrou no ringue em terras russas para enfrentar a atleta da Mongólia, Enkhjargal Munguntsetseg, de quem ela ganhou por decisão dos juízes. Na sequência, no dia 25, enfrentou a russa Ekaterina Paltseva na quarta de final – já valendo a medalha de bronze – e perdeu por decisão unânime dos árbitros. O boxe, tradicionalmente, é conhecido por favorecer os atletas que lutam “em casa”.

“A minha primeira luta foi dura, mas consegui levar a melhor. A luta com a russa foi ainda mais difícil, não tiro o mérito dela, mas, infelizmente, o boxe já é conhecido por puxar a bola de quem luta em seu país. Mas eu estou feliz com essa sequência de competições, ela é muito boa para pegar mais ritmo de luta e a cada combate e campeonato me sinto mais confiante. O Mundial Militar estava muito bom e se eu pudesse definir em uma palavra seria ‘magnífico’”, afirma a boxeadora.

Em dezembro, ela deverá estar no ringue novamente, desta vez pelo campeonato brasileiro. Na última semana, logo que voltou da Rússia, a atleta permaneceu de folga, mas nesta segunda-feira (4) os treinos devem voltar a todo vapor. Ela costuma treinar diariamente, duas vezes ao dia.

O descanso veio após um longo período de preparo intenso. Graziele lutou na Olimpíada de Tóquio no dia 29 de julho. Por lá, também teve uma adversária “da casa”, já que lutou contra a japonesa Tsukimi Nakimi, de quem perdeu por unanimidade por decisão dos juízes.

“Poder competir na Olimpíada foi um marco na minha carreira, na minha vida e na história da minha academia, a Alfa Boxe. Todos nós buscamos o alto rendimento e viver do esporte e foi isso que o boxe me trouxe. Eu estive lá representando não apenas minha equipe, mas o país inteiro. Todo atleta sonha em participar da Olimpíada. Essa experiência será minha para sempre, vou levar para o resto da vida”, diz.

Sobre a Olimpíada de Paris, marcada para 2024, a mogiana ressalta que faz parte da seleção de boxe há oito anos e tentou estar na competição desde 2016, quando foi realizada no Rio de Janeiro. Agora, continuará batalhando para estar na disputa mais uma vez. “Participar a primeira vez foi muito bom, a segunda seria melhor ainda”, planeja.

  

Esforço e dedicação dentro e fora dos ringues

Os sonhos e objetivos de Graziele Jesus vão para além dos ringues. De volta a Mogi das Cruzes depois de duas competições internacionais, ela quer agora focar nos estudos e na atuação dentro da Alfa Boxe, academia que a revelou e que tem um projeto social de aulas de boxe para crianças que estão em vulnerabilidade social.

Entre a Olimpíada de Tóquio, em julho, e o Campeonato Mundial Militar de Boxe, em setembro, a mogiana deu início à graduação de Educação Física, pela UniCesumar, em Mogi. Graziele quer focar nos estudos e se dedicar à vida profissional. Na Alfa Boxe, ela é a presidente do projeto e, futuramente, pretende se tornar professora de crianças até 11 anos de idade.

A academia foi fundada na cidade por Anderson Firmino, que é quem treina a atleta desde que ela tem 16 anos de idade. “Ele levava meu irmão Ueslem para treinar em São Paulo e, no trem daqui até lá, tentava me convencer a fazer boxe também. Eu dizia que não queria, porque não gostava. Mas depois de um ano, eu me rendi e comecei a treinar. Cerca de 6 a 7 meses depois, eu já estava no ringue”, conta Graziele.

Por conta do esporte, a mogiana chegou a lugares que não imaginava. Com os bons resultados que estava alcançando nas lutas, foi convidada a integrar a Marinha do Brasil, onde se tornou a primeira boxeadora a se formar dentro deste ramo das Forças Armadas, em 2018, e pôde participar dos jogos militares, no ano seguinte.

Este ano, a Alfa Box deverá realizar ainda um reality show da modalidade, em um sítio com 60 equipes competidoras.

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