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Erros que podem “enterrar” a campanha de vereador – I

Especialista mostra o que não fazer para se eleger vereador

Numa eleição diferente, marcada pela pandemia e por regras específicas, a campanha para vereador exige alguns cuidados especiais que, se não forem seguidos à risca, na opinião do professor e consultor de Comunicação Política, Marcelo Vitorino, podem, literalmente, “enterrar” qualquer candidatura. O primeiro deles é “não conhecer o que pretende fazer”. Para ele, quem se dispuser a entrar numa campanha precisa “conhecer as regras antes do jogo”. E, para isso, é necessário saber o que pode e o que não pode ser feito durante o processo, algo que o candidato vai conseguir acompanhando de perto as resoluções da Justiça Eleitoral. Outro ponto que pode comprometer o trabalho do candidato é “não saber se apresentar para o eleitor”. Vitorino cita o candidato que pede voto para realizar “o sonho de ser vereador”, ou “para resolver todos os problemas”. O consultor diz que o eleitor quer ouvir posições propositivas e não promessas que ele sabe que não serão cumpridas e expressões como as acima podem ser graves problemas para o político. Vitorino também diz que o candidato não pode “perder a cor” durante a campanha. Ou seja: parecer insosso ao mostrar suas propostas. “O eleitor escolhe alguém em que ele acredita, na melhor pessoa para tratar dos problemas de sua região. Ele não quer um generalista, que promete resolver todos os problemas da cidade. Este, diz Vitorino, deveria ser candidato a prefeito”. O candidato a vereador deve se fixar nas soluções de questões específicas de sua área de atuação e não de todo o município. “Tentar ser o que não é”, é outro ponto que pode “enterrar” um candidato à Câmara. Este ponto pode ser resumido como o “verniz no currículo”, ou seja, o político que, ao se apresentar como candidato a vereador começa a escolher melhor as palavras, muda o estilo das roupas e até o modo como costumava agir, normalmente. Tudo isso demonstra falta de transparência da parte do candidato e faz com que o eleitor se sinta enganado diante de alguém que não é mais aquela pessoa que ele conhece. Os conselhos do consultor Marcelo Vitorino não param por aí. Amanhã tem mais.

Olha o trem!

Números oficiais mostram que 581.998 passageiros embarcaram nas quatro estações ferroviárias de Mogi das Cruzes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), durante o último mês de julho, divididos da seguinte maneira: 149.859 na Estudantes, 136.017 em Jundiapeba, 117.140 em Braz Cubas e 178.382, na estação central. Em Suzano, embarcaram 613.623 pessoas; em Poá, 202.510; e em Ferraz, 440.883 passageiros. O movimento maior da Linha 11 – Coral ocorreu na Luz, onde embarcaram 721.670 passageiros.

Apoio

O padre Marcos Sulivan informa que neste final de semana deverá estar concluída a etapa derradeira da reforma geral no telhado do Santuário do Bom Jesus, cujas goteiras, nas últimas chuvas, quase comprometeram as belas pinturas existentes no forro do templo. Para pagar a última parcela da obra, a comunidade da igreja está empenhada na venda de uma rifa que dá direito a prêmios como televisão e liquidificador e pode ser comprada também, via WhatsApp, no (11) 9-3393-2183. Também é aceita ajuda por transferência bancária para a agência 6535-8 do Banco do Brasil, na conta corrente 902082-9.

Garantido

O secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior, despachou favoravelmente à celebração do contrato de garantia entre a União e a Corporação Andina de Fomento (CAF), necessário para avalizar a operação de crédito do Mogi das Cruzes com a CAF, no valor de US$ 69, 439 milhões, destinados ao financiamento do Programa + Mogi Ecotietê. O aval da União é um passo decisivo no processo para que a cidade possa receber os recursos que serão aplicados numa verdadeira “revolução urbanística” na região de César de Souza e Botujuru.

Na Câmara

Conforme esta coluna já havia antecipado, o prefeito Marcus Melo (PSDB) está cumprindo o que prometeu: nesta semana encaminhou projeto de lei à Câmara dando o nome de Prefeito Manoel Bezerra de Melo à Maternidade Municipal de Mogi das Cruzes, em construção no distrito de Braz Cubas. Padre Melo, foi responsável pela implantação na cidade da Universidade de Mogi das Cruzes, foi deputado federal e prefeito. Ele faleceu no dia 9 de junho passado, aos 94 anos, em Fortaleza, no Ceará.

Frase

Em política, a comunhão de ódios é quase sempre a base das amizades.

Alexis Tocqueville (1805-1859), pensador político, historiador e escritor francês


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