ARTIGO

Equilíbrio sustentável

José Francisco Caseiro

ciesp@ciespaltotiete.com.br

Até que enfim há boas notícias para compartilhar. O Estado de São Paulo registrou uma ampliação de 5% na extensão de áreas com vegetação nativa, totalizando 5,6 milhões de hectares de mata (22,9% do seu território), o que demonstra mais equilíbrio na balança de crescimento urbano e sustentabilidade.

A área de abrangência do CIESP Alto Tietê apresenta índice superior a 35% de cobertura vegetal. O contraponto interessante é que estamos no meio da Grande São Paulo – a maior mancha urbana do Estado – e ainda assim temos mais vegetação nativa que o interior paulista onde, na maioria dos seus municípios, o índice é inferior a 15%.

A indústria tem sido uma importante contribuinte desse processo de recuperação e preservação ambiental no Alto Tietê, com a implementação de tecnologias para reduzir os agentes poluidores e, principalmente, para o uso consciente dos recursos naturais, em especial, a água.

Dentre as 48 cidades paulistas com cobertura nativa acima de 50%, está Biritiba Mirim – um dos oito municípios da Regional, com 55,9% da sua área de vegetação natural. Outras cinco cidades (Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Mogi das Cruzes, Salesópolis e Suzano) estão no patamar de 20 a 50% e duas (Itaquaquecetuba e Poá) ficam abaixo de 15%.

O Inventário Florestal 2020 aponta a vegetação nativa em vários estágios de recomposição e isso tem que ser destacado quando as discussões sobre a preservação da Amazônia ultrapassam as barreiras nacionais. Mais do que isso, mostra que, com responsabilidade e boa vontade, dá para crescer de forma sustentável.

Exemplos, de que é possível preservar sem comprometer o poder econômico, existem e precisam ganhar espaço sobre iniciativas que estão na contramão, como os desmatamentos e queimadas.

José Francisco Caseiro é diretor do Sistema Fiesp/Ciesp no Alto Tietê


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