ARTE

Enio Lobo comanda três ‘lives’ musicais em Mostra Virtual

AO VIVO Além de canções autorais, Enio Lobo apresentará, em três momentos, influências que colecionou ao longo de 25 anos de carreira como artista. (Foto: Eisner Soare)
AO VIVO Além de canções autorais, Enio Lobo apresentará, em três momentos, influências que colecionou ao longo de 25 anos de carreira como artista. (Foto: Eisner Soare)

Desde o final de março, dezenas de artistas mogianos vêm mostrando seus talentos pela Mostra Virtual: A Arte não Esqueceu de Você (Movi.Ar), promovida pela Secretaria Municipal de Cultura. Agora, a programação passa a incluir a música de Enio Lobo, que mostrará, em três ‘lives’, muitas das influências musicais acumuladas em 25 anos de carreira. A primeira das transmissões está marcada para esta segunda-feira, dia 14, a partir das 19h30, no Facebook.

Na estreia da agenda, o repertório dará início a uma revisitação da trajetória artística de Enio, que começou tocando Djavan, João Bosco, Chico Buarque, Taiguara e outros expoentes da MPB. “São canções que me motivaram a trabalhar com música, que eu ouvia quando era criança”, diz ele.

Já a segunda etapa, marcada para o mesmo horário, no dia 19 de outubro, explorará influências mais modernas, como Paulinho Moska, Seu Jorge, Tiago Iorc. Referências que foram absorvidas e incorporadas nas apresentações do mogiano em bares e casas culturais ao longo dos anos.

Na terceira e última, em 16 de novembro, o público experimentará o pacote completo: “uma junção de tudo”, como define Enio. E aparecerão ainda influências recentes, como de shows que ele assistiu durante a pandemia e teve vontade de “tirar algumas músicas”.

O que todas as ‘lives’ têm em comum é a presença de composições autorais, do EP ‘De Cara’, lançado pelo Estúdio Municipal de Áudio e Música (Emam) em 2016. “Quero colocar pelo menos duas faixas em cada ‘live’, pois elas fazem parte da minha essência também, são resultado de toda a experiência, de tudo o que eu ouvia”.

A interatividade é outra característica comum às três apresentações. Enio Lobo não apenas cumprimentará quem estiver presente como também, em aproximadamente uma hora de show, tentará encaixar quantos pedidos do público forem possíveis.

Tudo isso será apresentado num formato simples, mas funcional: o clássico “voz e violão”. A ideia é mostrar a “essência musical” de Enio Lobo. “Quero mostrar também quem eu sou, e acredito que as pessoas vão querer assistir pelo fato de estarmos há muito tempo sem nos ver, então será uma oportunidade de matar a saudade do que eu canto”.

Músico toca projetos em casa

O cantor e compositor Enio Lobo segue à risca as recomendações de isolamento social. Desde o início da pandemia do novo coronavírus está completamente em sistema home-office, dedicado a projetos como aulas de violão virtuais para iniciantes. E ele fez algumas ‘lives’ também, de maneira independente.

“Desde 2018 eu faço este tipo de conteúdo, pegando temas como o disco ‘A Tábua de Esmeralda’, de Jorge Ben Jor, ou Tim Maia. Mas nos últimos meses fiz apenas três e foi bem legal para poder ter um pouco de contato com as pessoas, mesmo que de maneira digital”, explica o artista.

Enio também pôde ser visto pelo projeto ‘Histórias da Música Mogiana’, do percussionista e amigo Paulo Betzler, pelas redes sociais. “A gente começou a tocar junto e temos muita história para contar. Foi um bate-papo muito bem articulado”.

Seis meses depois do início da quarentena, o que dá mais saudade, segundo Enio, é justamente não mais ver rostos conhecidos. “Sinto falta de poder encontrar as pessoas, parar na esquina e conversar com um amigo que se encontrou por acaso”, comenta.

É essa troca que ele espera estabelecer com as ‘lives’ da ‘Movi. Ar’. “Espero de verdade que seja feita a palavra da mostra, que é ‘não esquecer a arte de Mogi’. Que os mogianos possam aproveitar a cultura que temos”.


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