Dos seis parlamentares de Mogi das Cruzes denunciados pelo Ministério Público por participar de um esquema de favorecimento a empresas, quatro tentaram a reeleição nas eleições deste domingo (15), mas nenhum conseguiu garantir uma cadeira na Câmara para o mandato 2021-2023

De acordo com o MP, os vereadores Antonio Lino da Silva (PSD), Carlos Evaristo da Silva (PSB), Diego de Amorim Martins (MDB), Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), Jean Carlos Soares Lopes (PL) e Mauro Luis Claudino de Araújo (MDB) integram um esquema de favorecimento de empresas e na aprovação de leis, em Mogi, que envolve ainda servidores da Câmara e empresários.

Eles foram denunciados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Todos negam que exista um esquema e dizem ser inocentes. 

Carlos Evaristo e Jean Lopes não se candidataram à reeleição. Antonio Lino recebeu 1.188 votos, Chico Bezerra 734, Diegão teve 1.301 votos e Mauro Araíjo 1.204. Todos ficaram apenas como suplentes. Ou seja, com a possibilidade de assumir alguma cadeira apenas se o vereador em exercício deixar o cargo ou ficar afastado por mais de 180 dias. No entanto, existe uma extensa lista de suplentes na cidade. 

Atualmente, os seis vereadores estão afastados das atividades, sem remuneração. Os contratos envolvendo a administração municipal são invetigados por uma Comissão Especial de Inquérito na casa, enquanto o pedido de cassação dos parlamentares é analisada por meio de uma Comissão Processante. 

Câmara 

A Câmara de Mogi das Cruzes teve uma renovação de mais de 60% para o mandato 2021/2023. Das 23 cadeiras da casa, 14 receberão novos parlamentares no ano que vem. 

Além disso, dois lugares deixam de ser ocupados por homens e passam para mulheres. Casa terá três mulheres, no total.

O Alto Tietê inteiro elegeu 148 parlamentares, dos quais apenas 14 (10%) são mulheres