O eleitor vai às urnas neste domingo para escolher entre os sete candidatos, qual será o futuro prefeito de Mogi. O mogiano também vai eleger os 23 vereadores para representar a Câmara Municipal nos próximos quatro anos. São 586 postulantes ao Legislativo.

Estão na disputa pela prefeitura Caio Cunha (PODE), Felipe Lintz (PRTB), Fred Costa (PDT), Marcus Melo (PSDB), Michael Della Torre (PTC), Miguel Bombeiro (PROS) e Rodrigo Valverde (PT). São 586 postulantes ao Legislativo.

O futuro prefeito eleito vai administrar um orçamento de R$ 1,9 bilhão para atender os 450 mil habitantes de uma cidade com 460 anos de história. O desafio será enfrentar os problemas provocados pela crise da pandemia, que projeta uma queda de R$ 88 milhões na receita de 2021 do município

As principais demandas da cidade estão nas áreas de economia, emprego, saúde, segurança, mobilidade, saneamento, meio ambiente, entre muitas outras. Caberá, então ao eleitor, escolher aquele que considera o melhor para enfrentar esses desafios.

O perfil dos candidatos a prefeito desta eleição é mais jovem. A maioria disputa o cargo do Executivo pela primeira vez, e alguns estão estreando na política. Praticamente todos têm curso superior, são mogianos, casados e têm filhos. Quatro deles escolheram mulheres para formar a chapa como candidatas a vice

Nesta reportagem, O Diário apresenta um pouco mais do perfil de cada um dos candidatos a prefeito que disputam a cadeira em Mogi das Cruzes.

 

Caio Cunha (PODE)

O vereador está concluindo o seu segundo mandato no Legislativo e disputa a Prefeitura pela primeira vez aos 42 anos.

A disputa das eleições a prefeito, segundo Cunha, faz parte de um projeto político que ele tem para a sua vida. Ele disse que é contra a permanência de um político por mais de dois mandatos no mesmo cargo. Afirma que conhece bem a cidade, adquiriu experiência, cumpriu sua missão como vereador e agora “está preparado” para assumir essa nova missão.

O plano de governo dele defende investimentos em tecnologia, política de incentivo a instalação de novas indústrias, geração de emprego e atenção a todas áreas.

O vereador que finaliza o seu segundo mandato no Legislativo é mogiano, com formação na área de tecnologia da informação e pós-graduando em Gestão de Projetos pela Esalq/USP e mestrando em Cidades Inteligentes e Sustentáveis.

Ele é casado, pai de dois filhos, e está na disputa ao lado da candidata a vice, a professora Priscila Kahler, 48 anos, em uma aliança denominada “Vamos Ocupar a Cidade”, integrada pelo PODE, SD e PTB.

 

 

Felipe Lintz (PRTB)

O estudante de Direito é o mais jovem entre os sete concorrentes à Prefeitura. Ele tem 25 anos, é mogiano, casado, e estreia na política concorrendo a um cargo majoritário. Não tem filhos.

A candidatura dele começou a ser articulada há cerca de dois anos, com um trabalho de marketing político digital nas redes sociais. Segue uma política de direita e é defensor da política do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido)

Na condição oposição ao atual governo, critica a “velha política”, defende a renovação na política, a revisão de todos os contratos, e o combate à corrupção.

Caso se eleja, promete uma “pesada auditoria” em todas as contas e contratos da Prefeitura, Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) e Instituto de Previdência Municipal (Iprem) para dar maior transparência à administração pública.

Propõe projetos para as áreas de segurança, educação, saúde, entre outras. Se for eleito disse que vai governar a cidade com o respaldo de uma equipe técnica para atuar em todas as áreas.  Promete transformar Mogi em “um verdadeiro polo digital”

Lintz concorre com a candidata a vice, a pastora e estudante de gestão pública e teologia, Tatiane Silva, de 36 anos.

 

Fred Costa (PDT)

O advogado de 43 anos, mogiano, disputa o cargo de prefeito pela primeira vez, lançado pelo PDT. Nas últimas eleições de 2018, concorreu a deputado federal, não se elegeu, mas a partir daí consolidou o seu nome na disputa pelo cargo.

O plano de governo do candidato segue uma linha política desenvolvimentista, gestão participativa, estimulo fiscal, ampliação de empregos e investimentos em todas as áreas que precisam de atenção no município

Para envolver a população nas discussões da cidade, ele propõe a criação do programa Gestão de Todos para facilitar o acesso da população à informação e garantir mais transparência.

Costa explica que pretende criar Controladoria Geral do Município para auditar as contas. Também quer enxugar a máquina, diminuir secretarias, rever custos, combater a corrupção e distribuir de forma democrática o orçamento

Ele é professor do Centro Paula Souza, o mogiano, e diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores da instituição.

O prefeiturável está no páreo com a candidata a vice Suely Fulco, de 43 anos, também do PDT.  Ela é coach financeira. O partido não fez coligações.

 

Marcus Melo (PSDB)

O candidato à reeleição do PSDB planeja ampliar os investimentos e prosseguir com diversos projetos que iniciou nesta primeira gestão, com destaque para as áreas de saúde, mobilidade, saneamento, meio ambiente.

Ele afirma que tem “mais experiência” que os seus adversários para enfrentar e buscar soluções para problemas com a queda de orçamento, crises na economia, na política, na saúde, entre outras questões agravadas pela Covid-19.

O objetivo dele para mais quatro anos no cargo é avançar com a construção da nova Maternidade Municipal, do Centro Integrado de Atendimento à Saúde, Central de Inteligência da Guarda, infraestrutura em Nova Jundiapeba, creches, ensino integral e o programa +Mogi Ecotietê na região de Cesar de Souza e Botujuru.

Melo está na disputa ao lado do candidato a vice, o atual presidente da Câmara, Sadao Sakai (PL), na aliança “Mogi de todos nós”.

Mogiano, de 48 anos é formado em direito, pós-graduado em administração estratégica, com MBA pela Fundação Getúlio Vargas. Foi presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) e do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê. Casado com Karim Melo e pai de dois filhos.

 

 

Michael Della Torre (PTC)

O prefeiturável do PTC, que estreia na política como candidato a prefeito, se apresenta como uma nova opção da cidade – uma terceira via -, com a proposta de renovação na política e gestão inovadora de governo.   

O plano dele prioriza o desenvolvimento econômico, o empreendedorismo, a geração de empregos, escolas profissionalizantes, melhorias para áreas de segurança, saúde, entre outras.

Os recursos para os investimentos ele pretende obter com o enxugamento da máquina administrativa, mais controle dos gastos públicos, redução o número de funcionários comissionados.

Nascido em Mogi, o advogado tem 35 anos de idade, é casado, pai de dois filhos, e empresário, pós-graduado em direito previdenciário e graduado em direito contratual.

O representante da coligação “Mogi passada a limpo”, formada pelo PTC e PMN. Também não teve direito a horário político.

A candidata a vice é a advogada Doralice Maria da Silva Carvalho, de 47 anos.

Della Torre, com experiência na área empresarial e carreira de 12 anos na advocacia, afirma que está credenciado e “preparado” para o cargo, porque tem “experiência de vida, de gestão, capacidade técnica e de planejamento suficiente para administrar a cidade”.

 

 

Miguel Bombeiro (PROS)

 

Na disputa pelo cargo pela segunda vez, o candidato do PROS, Nelson Pedro Miguel, o Miguel Bombeiro, 63 anos, defende uma gestão descentralizada, com atenção especial às regiões mais periféricas da cidade.

Ele disse que, se assumir a cargo, sua primeira providencia vai ser a realização de uma auditoria em todos os contratos públicos da Prefeitura.

O candidato defende uma melhor divisão do orçamento, política de corte de gastos, redução dos altos salários e dos cargos comissionados.

Bombeiro concorre com chapa é pura ao lado do candidato a vice, o tenente João Castro de Souza, de 56 anos, da reserva do Corpo de Bombeiros. Ele disse que pretende dar uma atenção especial aos bairros e regiões mais periféricas da cidade, manter a segurança pública e os serviços de saúde funcionando 24 horas.

Nascido no Paraná, divorciado e pai de dois filhos, Miguel mora há 15 anos em Mogi, é diretor de uma escola de formação de bombeiro civil. Disputou as eleições de 2016 e perdeu para o prefeito Marcus Melo. Também não conseguiu se eleger em 2018 para deputado federal.

 

Rodrigo Valverde (PT)

O petista está no final do seu primeiro mandato como vereador e concorre pela primeira vez ao cargo Executivo por indicação do partido, que apostou em uma nova liderança com potencial para representar a legenda nessa disputa.

Valverde, que se considera o principal opositor ao atual governo, acredita que vai ter o respaldo da população para “trocar o grupo político” que há muitos anos comanda a cidade.

Promete distribuir melhor o orçamento, com atenção especial aos bairros. A primeira coisa que pretende fazer, se for eleito, é uma auditoria em todos os contratos públicos, revisão de isenções de impostos às empresas, entre outras ações.

As principais bandeiras estão relacionadas ao desenvolvimento do potencial da cidade para ampliar as divisas, abrir o mercado de trabalho, investir em qualificação profissional, e implementar projetos para educação, transportes, saúde e segurança.

O vice na chapa é o policial civil Waldir Fernandes (PSOL). Eles representam a aliança “Mogi formada pelo PT, PSOL Unidade Popular (UP), formando a coligação "Mogi de toda a sua gente". O advogado de 42 anos é casado e pai de dois filhos.