A eleição municipal é o melhor exercício para salvaguardar a democracia. Começa na cidade, na relação  mais próxima e direta entre o cidadão, o vereador e o prefeito, a construção de uma convivência menos injusta, mais ética, digna e livre - e que deveria ser comum a todos os moradores. Esse é o ideal democrático.

No conceito, descreve o filósofo grego Aristóteles sobre a política e o papel das cidades: “Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade e toda ela se forma com vistas a algum bem (o bem-comum), pois todas as ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhes parece um bem”. Esse é o princípio da “cidade e da comunidade política”.

Amanhã, ao decidir qual dos sete candidatos a prefeito ocupará pela 57ª vez o principal cargo do poder executivo em Mogi das Cruzes, o eleitor pratica o sagrado rito democrático, que não se encerra com o voto. Esse compromisso começa no dia seguinte à posse, com a fiscalização dos atos dos eleitos.

O voto é direito e dever. Precisa ser exercido com responsabilidade. É por meio dele que se qualifica o Legislativo e o Executivo. Além disso, a cada quatro anos, é possível fazer nova escolha. É possível mudar.  

A política nacional e também a nossa, a mogiana, não está livre dos maus políticos.

Há como prevenir as desilusões após a eleição. Conhecendo a fundo o perfil dos candidatos. É preciso  saber o que fizeram no passado, as qualidades e vocações que possuem para cumprir o que prometeram na campanha eleitoral. Hoje, ouvimos os mogianos sobre os grandes gargalos e demandas da gestão pública a serem resolvidas pelo prefeito e pelos vereadores.

O próximo prefeito tem a obrigação de fazer melhor do que todos os seus antecessores. Isso porque hoje as cidades inteligentes são plausíveis, reais.

Há soluções modernas e tecnológicas para corrigir erros rapidamente, fiscalizar os servidores, os serviços públicos e todos os malfeitos em tempo real, e ainda combater a corrupção e o desperdício do dinheiro público.

O mogiano deseja uma cidade mais gentil, igualitária,  com serviços melhor distribuídos. 

O acesso à escola de qualidade, ao médico ou dentista do posto de saúde, na hora que se precisa, ao transporte público barato e eficiente, tudo depende de gestores competentes. Esse pensamento deve nortear a escolha do eleitor, que pode e deve influenciar o futuro da cidade pelo voto.