MENU
BUSCAR
EDITORIAL

Violência no trânsito

Mogi das Cruzes cresceu demais desde 1987, quando o primeiro desenho do anel viário (ainda incompleto, hoje, 35 anos depois) ganhou os primeiros metros de asfalto

O DiárioPublicado em 01/06/2021 às 20:06Atualizado há 13 dias
O Diário
O Diário

O grave acidente que matou uma pessoa, na manhã da sexta-feira última (28), no trecho inicial da via perimetral, próximo da UPA do Rodeio, nos obriga a olhar com preocupação para o ritmo da violência no trânsito em Mogi das Cruzes. Esse ritmo não cede, mesmo com a recessão e a redução da circulação de pessoas. 

Alguns dias antes, este jornal deu destaque aos resultados da pesquisa do Infosiga, sistema do Governo do Estado, que monitora os acidentes ocorridos nas cidades paulistas. 

No primeiro quadrimestre deste ano, a violência e a imprudência no trânsito mogiano mataram 20 pessoas, o que corresponde a um aumento  de 42% na comparação com 2020, quando o comportamento das ruas e estrada sofreu o impacto do início da pandemia, e o cumprimento mais firme das regras da quarentena e do isolamento social.

 No decorrer de 2020, no entanto, acidentes voltaram a ser notícia, a matar mogianos ou deixar graves sequelas em vítimas.

Em novembro passado, duas pessoas morreram após uma colisão entre veículos na mesma via perimetral, também no Rodeio, em um ponto pouco mais à frente, no sentido-centro.

Principal rota de interligação entre os bairros, a via perimetral, em boa parte dos horários, tem o trânsito lento, o que deveria inibir essas tragédias. Não é bem isso o que acontece.

 Mogi das Cruzes cresceu demais desde 1987, quando o primeiro desenho do anel viário (ainda incompleto, quase 35 anos depois) ganhou os primeiros metros de asfalto, de fato. 

O desenvolvimento da cidade e do tráfego, por consequência, e a rápida ocupação dos terrenos antes baldios, com comércios e moradias ao longo desta via, elevaram os riscos aos moradores, ciclistas e pedestres.

Ali, quando a via foi alargada, o governo municipal errou muito ao não duplicar a avenida, compatibilizando esse traçado com os demais. Com tráfego intenso, e duas mãos de direção (com uma pista, no sentido César-Rodeio, e duas pistas, no contrário), essa faixa se tornou muito perigosa em um trânsito ainda mantido por motoristas velocistas e imprudentes.

 Ao contrário do restante do traçado, não há o canteiro central, o que exige cautela dos motoristas e estudos e fiscalização da Prefeitura para preservar a vida de quem passa por ali. As mortes recentes falam por si.

ÚLTIMAS DE Editorial