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EDITORIAL

Violência inaceitável

"Durante uma ultrapassagem, o motorista jogou o veículo em cima de um motociclista, que acabou indo parar debaixo do ônibus"

O DiárioPublicado em 05/07/2021 às 16:17Atualizado há 29 dias
Reprodução/Ciemp
Reprodução/Ciemp

Com um tráfego intermunicipal intenso, a Avenida Lourenço de Souza Franco, em Jundiapeba, foi cenário de um violento acidente envolvendo o ônibus que fazia a linha 481, entre Mogi e Poá, operado pelo Consórcio Unileste, na tarde de sexta-feira (2)

Durante uma ultrapassagem, o motorista jogou o veículo em cima de um motociclista, que acabou indo parar debaixo do ônibus. A vítima, em estado grave, foi socorrida por populares. O motorista foi detido e deverá responder pelo crime de tentativa de homicídio.

Imagens do sistema de monitoramento da Guarda Municipal flagram o comportamento inaceitável do condutor.

Além de punição exemplar, esse crime serve de partida para uma uma reflexão sobre quem está sendo colocado para conduzir o sistema público de transporte. Esse tipo de descontrole coloca em risco a vida de quem está sendo transportado.

Melhorar a qualificação dos condutores é o mínimo que se espera das empresas de ônibus. Prefeituras precisam cobrar e fiscalizar a operação das linhas.

Esse acidente joga holofote na avenida Lourenço de Souza Franco. Apenas nos últimos dias, três acidentes foram registrados no acesso entre Braz Cubas, Jundiapeba e Suzano. A via é continuidade da SP-66, a Mogi-Suzano, que tem como característica um intenso trânsito intermunicipal que poderá ser ainda mais pesado, no futuro, caso o pesadelo do pedágio na Mogi-Dutra não seja eliminado.

O acesso entre as cidades do Alto Tietê tem trânsito pesado durante a maior parte do dia. Carece de exclusiva atenção da Secretaria Municipal de Transportes porque o caminho interliga os bairros dos distritos de Braz Cubas e Jundiapeba, onde residem boa parte dos mogianos.

Ao contrário do ano passado, quando o comportamento de deslocamento de uma parte das pessoas mudou radicalmente, agora, é necessario voltar as baterias à fiscalização constante e exemplar, bem como a adoção de medidas saneadoras contra a violência e as mortes no trânsito.

Nesse aspecto, a manutenção das câmeras de monitoramento faz parte do pacote de ações vitais para reduzir a violência e a impunidade. Por meio desse olhar digital é que se sabe como esse motorista, demitido posteriormente pela Unileste, segundo informação divulgada neste final de semana, por O Diário, agiu mal diante de um conflito corriqueiro que terminou em um crime tão covarde.

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