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EDITORIAL

União por Mogi

Será decisivo alimentar o conceito de unidade na luta contra o pedágio. Sobretudo agora quando os holofotes miram 2022 e os interesses político-partidários

O DIárioPublicado em 28/05/2021 às 18:21Atualizado há 17 dias
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A inclusão de Mogi das Cruzes na concessão das rodovias litorâneas deixou de ser um projeto e passou a ser um fato consolidado, para o governo do Estado, com o lançamento do edital público que procura o futuro concessionário em uma licitação internacional.

Não foram atendidos os pedidos, argumentos e clamores dos mogianos, e muito menos as promessas feitas por interlocutores do governador João Doria de se livrar a rodovia Mogi-Dutra da praça de cobrança que potencializa economicamente a concessão.

 De segunda à sexta-feira, o tráfego de veículos pela Mogi-Bertioga não serviria para atrair os que irão disputar a concessão da ligação rodoviária que tem fluxo aos finais de semana - principalmente nos feriados, férias e verão.

Começou por iniciativa popular - e não política, a reação mais forte a esse pesadelo que Mogi das Cruzes não está disposta a engolir a seco. 

Foram os moradores da região do Aruã e da Serra do Itapeti, a partir do lançamento do Movimento Pedágio Não, com o aval de O Diário, da imprensa regional e de lideranças políticas, que deram o impulsionamento a esta bandeira. O clamor e protesto começaram nas ruas. Essa luta é da cidade - do morador, do estudante, do industriário e do dono da indústria, do comerciante, do caminhoneiro, do agricultor, e do político. É de todos.

Todos esses atores estão diante de um desafio e tanto pela frente, como as últimas semanas bem provaram.

O Movimento Pedágio Nãoprevia, mas também foi surpreendido com a inclusão da Mogi-Dutra no edital de concessão.

Neste round inicial, que teve de tudo, até a tentativa da Artesp, intencional ou não, de não contar a Mogi que, sim, a ideia do pedágio na Mogi-Dutra prosperou e nunca foi abandonada.

E houve, ainda, um reação  emblemática, no primeiro domingo, após a cidade saber que, sim, o pedágio estava na licitação. Prefeitos, vereadores e deputados selaram o compromisso do “Pedágio Não”.

Será decisivo alimentar esse espírito de união e unidade. Sobretudo agora, quando os holofotes miram 2022 e os interesses políticos e partidários. 

Rupturas podem favorecer a derrota. A batalha contra o lixão dignifica o nosso exemplo de conceito de unidade. O conflito judicial existiu, mas foi preponderante a articulação política, popular e da sociedade civil organizada, com as seguidas cobranças ao então governador Geraldo Alckmin, que sempre deixou clara a posição de respeito à soberania de Mogi na decisão sobre o futuro do Taboão. A costura dessa posição política do governador ajudou Mogi a vencer aquela luta.

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