Está faltando atenção à escalada dos acidentes gravíssimos na Rodovia Cândigo do Rego Chaves, a SP-39 e popularmente chamada de Estrada das as Varinhas, que interliga a região composta pelos distritos de Jundiapeba, Quatinga e Taiaçupeba, e também passa a ser muito utilizada nos meses de verão, quando o movimento em chácaras e sítios atrai muitos visitantes a estes locais. O acesso também socorre o mogiano quando a rodovia Mogi-Bertioga está congestionada.

Esta parte da cidade está se transformando com os desmembramentos de propriedades que anteriormente estavam nas mãos de algumas famílias tradicionais da nossa zona rural. Há um crescimento do número de moradores e também das atividades agrícolas e de lazer. Esse quadro altera o movimento de veículos que já foi, no passado, muito menor do que o atual.

A última tragédia tirou a vida de pai e filho, em uma circunstância conhecida no histórico de outras estradas rurais. Feriados, férias e final de semana potencializam os riscos nestes roteiros tanto para os usuários contumazes, quanto os visitantes.

O excesso do álcool, a alta velocidade e a direção perigosa são os componentes citados pelas vítimas, em boa parte dos boletins de ocorrência elaborados para descrever as tragédias pessoais e familiares.

Com 19 quilômetros, a SP-39 é administrada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Possui dois radares, que monitoram a circulação de veículos. No site do órgão estadual, dados informam que, em determinados dias, entre 2,3 a 3 mil veículos de passeio são contados oficialmente. Isso, sem contar os caminhões que transportam a produção rural local.

Fato: apenas os radares não estão conseguindo segurar a velocidade e as tragédias, que deixam outro impactante saldo social- as vítimas, que terão sequelas dos acidentes por meses, anos ou até o fim da vida.

Além de se intensificar fiscalização, é preciso cuidar da sinalização e do policiamento rodoviário, algo que não quase não se vê mais, mapear os pontos mais perigosos e planejar estratégias, como os redutores de velocidade.

Na pandemia, mesmo com a redução da circulação de pessoas e carros, a Estrada das Varinhas manchetou o noticiário policial. Prevenir acidentes é uma obrigação do DER, e uma responsabilidade do poder público municipal – a quem compete preservar a vida do mogiano e dos visitantes por meio das ações práticas, como respostas do estado sobre a segurança na estrada integrante da malha rodoviária paulista.