Mogi das Cruzes anuncia nova consulta sobre a retomada gradual das aulas presenciais. além da opinião popular, a Prefeitura afirma que também leverá em conta parâmetros estabelecidos pelas secretarias de  Saúde, Assistência Social e o Desenvolvimento Econômico. 

A gestão do prefeito Caio Cunha (PODE) criou a Brigada da Educação, um conselho interdisciplinar focado na retomada das aulas. Desde o ano passado, o Governo do Estado havia determinado a reabertura das escolas em fevereiro. Uma hora será preciso retomar o ensino presencial. Mas, alguns fatores golpearam esse plano, tão esperado por tudos: a começar pelas eleições municipais, que ocuparam a agenda dos prefeitos. Além disso, o mundo vive um repique da alta da infecção, internações e mortes pelo coronavírus e, particularmente no Brasil, há uma notória falta de comando do Ministério da Educação – que se irmana ao Ministério da Saúde no descontrole e falta de planejamento para enfrentar a pandemia no País.

Até a vacinação de uma parte da população, a educação seguirá dependente da gestor público, da sociedade civil, e do rumo da pandemia.

O tema é, de fato, complexo. Mas, há de se descobrir e aplicar meios para se preservar os estudantes dos prejuízos que a falta de aulas acumula desde março. Sobretudo, no ensino púlbico.

A chegada escalonada dos alunos e professores à sala de aula, sob inflexíveis protocolos sanitários e o monitoramento epidemiológico foram caminhos seguidos por outros países. É o modelo ideal? Sabemos que não. Ideal era não ter o vírus.

Não será fácil, nem rápida essa adaptação. As ideias iniciais divulgada pela administração – de acolhimento e e orientação aos professores e alunos, e de atenção às diferenças entre os bairros, são tentativas que podem minorar os impactos da ausência completa de aulas.

Guararema será a primeira cidade da região a retomar o ensino presencial – e promete regras para isso.

 Um pacto pela educação terá de contar com todos. Mesmo com a vacina,  esse recomeço exigirá prudência e um propósito: fazer de tudo pela ensino,  pelo aluno. Será hora de dosar os passos, voltar atrás - se preciso, mas caminhar. Cuidar da comunidade estudantil dependerá de muito, muito trabalho, dedicação e disciplina. E, além disso, qualquer plano candidato ao sucesso terá de passar longe da ideologia e do negacionismo.