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EDITORIAL

Tempos de reconstrução

A pandemia dá os primeiros sinais de controle. Isso impõe à Secretaria de Saúde a obrigação de reconduzir o processo represado de cura e tratamento das doenças

O DiárioPublicado em 22/07/2021 às 08:00Atualizado há 7 dias

Os próximos meses serão tempos de mudanças no fluxo de atendimentos nos ambulatórios de especialidades e hospitais brasileiros.

A grande pergunta na saúde pública surge: em quanto tempo será debelada a demanda reprimida em primeiras consultas para o diagnótico precoce, realização de exames de baixa a alta complexidades, início de tratamento e cirurgias não urgentes?

Procedimentos cirúrgicos eletivos  eram um dos maiores gargalos. Mogi das Cruzes passou a combater isso com a inauguração do Hospital Municipal de Braz Cubas, em junho de 2014. Esse serviço fez a fila andar, ainda que a trancos e barrancos. Nos três primeiros anos, em balanço divulgado pela Prefeitura, 7,1 mil operações foram feitas. Já nos anos seguintes, houve queda na produção, rupturas administrativas. 

No final de 2019, por exemplo, em audiência com vereadores, o resumo mostrava a realização de 246 cirurgias. Algo menor do que os 2,3 mil atendimentos divulgados nos anos anteriores.

Lembramos isso para dizer que a saúde pública é movida pela responsável gestão administrativa impulsionada por vontade política, recursos financeiros e vigor técnico.

A pandemia dá os primeiros sinais de controle. Isso impõe à Secretaria Muncipal de Saúde a obrigação  de reconduzir o processo de tratamento e cura das doenças, represado desde 2020 por motivo maior: a Covid-19.

Será exigido desta pasta uma estratégia que inclua desde a melhoria do primeiro acesso ao médico - no posto de saúde. É desse ponto que o paciente chegará a um especialista, um rápido diagnótico e à cirurgia, se necessário.

Os próximos meses e anos serão um período de reconstrução da rede de saúde e da confiança entre o morador e o poder público, incluindo os demais entes do Sistema Único de Saúde (SUS) - os hospitais Luzia de Pinho Melo e Dr. Arnaldo Cavalcanti, que possuem ambulatórios de especialidades, e a Santa Casa de Misericórdia, com franca tradição em áreas como a ortopedia e oftalmologia, e até as clínicas das universidades, que sempre prestaram um serviço reconhecido pelos mogianos.

Ainda refém do imponderável peso do surgimento de novas cepas e casos mais graves da Covid-19, o governo municipal será o fio condutor dessa jornada. O bom de tudo isso: enfim, a cidade estará a caminho de restaurar a rotina de atenção e zelo à saúde da população infantil, adulta e idosa.

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