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EDITORIAL

Sobre o pedágio em Mogi: situação vai ficando cada vez pior

"Quanto mais se estuda e pesquisa o proejto, mais evidente fica a intenção de usar Mogi das Cruzes como um meio de faturar mais com a concessão litorânea"

O DiárioPublicado em 17/07/2021 às 07:19Atualizado há 12 dias
Há um desequilíbrio flagrante na compensação financeira do pedágio a Mogi das Cruzes / Eisner Soares
Há um desequilíbrio flagrante na compensação financeira do pedágio a Mogi das Cruzes / Eisner Soares

Novos elementos começam a ser expostos sobre as artimanhas usadas pelos técnicos da Agência de Transportes de São Paulo (Artersp) para fazer de Mogi das Cruzes o principal ponto de arrecadação financeira da concessão litorânea que segue a passos firmes para se tornar realidade.

Em nossa edição de hoje, O Diário decifra os motivos de tanta insistência do Governo do Estado em manter, logo nos primeiros dos 222 quilômetros da concessão da rota para o mar, a praça de cobrança no trecho de Mogi das Cruzes. Será o mogiano quem vai pagar a maior parte dos ganhos dos vencedores da concorrência pública.

O pedágio de Mogi concentra grande parte da previsão de arrecadação frente aos outros pontos de cobrança.

Somente com os trabalhadores e prestadores de serviços de uma parte das empresas do Distrito Industrial do Taboão, a tarifa vai arrecadar coisa de R$ 10 milhões às caixas registradoras.

Esse valor será amealhado apenas ao final do primeiro ano de funcionamento das catracas. O total estimado pela Agência Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab) não leva em consideração os milhares de colaboradores das empresas GM e Kimberly do Brasil, além dos demais negócios dali.  

Quanto mais se estuda e pesquisa a intenção maquiavélica e direcionada de quem incluiu a rodovia Mogi Dutra -  que não receberá um centavo a mais de investimento, fica mais claro e evidente o uso da cidade como um meio para faturar em cima do contribuinte mogiano e defender o interesse financeiro dos vencedores da concessão, como a Prefeitura de Mogi das Cruzes busca mostrar na Justiça.

O levantamento da Agestab realça a forte ameaça ao futuro do Taboão. O distrito pode perder novas empresas e projetos de expansão. Isso, óbvio, sem contar a regressão brutal do mercado de trabalho mogiano. Contratações de pessoas de outras cidades serão mais interessantes, apesar de o Taboão ser território mogiano.

As lideranças mogianas precisam apressar o combate contra o pedágio. A licitação segue, apesar desses desatinos. Obras mais potentes serão realizadas apenas no trecho do mar. Duplicação na Mogi-Bertioga? Não, não terá. Isso acontecerá no Litoral.

Há um desequilíbrio flagrante e assombroso na compensação financeira a Mogi. E o relógio não para. Até 23 de agosto vence o prazo para os pedidos de esclarecimentos sobre a bilionária licitação. Em 15 de setembro serão abertos envelopes com as propostas financeiras dos interessados em operar, durante 30 anos, as praças de cobrança. O tempo para Mogi barrar o que vai contra seus interesses está ficando mais curto. 

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