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EDITORIAL

Sinuca de bico

Penaliza o Distrito Industrial a falta de infraestrutura logística para o transporte e comunicação, uma situação ainda a ser sanada por Mogi

O DiárioPublicado em 01/07/2021 às 21:06Atualizado há 1 mês
À indústria já instalada, um pedágio irá elevar custos de produção e de manutenção dos empregos /
À indústria já instalada, um pedágio irá elevar custos de produção e de manutenção dos empregos /

Por excelência um vetor de desenvolvimento humano, social e econômico, o Distrito Industrial do Taboão pode vir a sofrer um imensurável e incerto baque nos seus planos antes mesmo de fecundar os frutos vislumbrados, no passado, quando Mogi das Cruzes decidiu transformar os seus 15 milhões de metros quadros em Zona de Uso Predominantemente Industrial (ZUPI-1). No passado, o projeto lançado pelo poder público visava legar ao futuro da cidade e de seus habitantes oportunidades de empregos e renda, e ao poder público, os impostos.

Com um polo formado por 60 empresas e cerca de 15 mil empregos diretos e indiretos, o impacto de um virtual pedágio na rodovia Mogi-Dutra fatalmente obrigará o reposionamento dos planos para o Taboão.

À indústria e emprendimentos já instalados, um pedágio no quilômetro 40 da estrada elevará custos da produção e da manutenção dos empregos - o que será absorvido, de alguma forma pelo empresariado.

 O grande prejudicado com um pedágio será o município.

É mogiana a maior parte da mão de obra empregada neste parque industrial com privilegiada localização - a meia hora do aeroporto de Guarulhos, uma hora e pouco do Porto de Santos. A praça de cobrança do poderá afastar os profissionais do Taboão porque o custo para ir trabalhar será mais alto.

O isolamento projetado para Mogi das Cruzes, caso vingue esse assombro planejado pelo Governo do Estado, deverá afetar mortalmente o mercado de trabalho local, e setores como o comercial, que fornece insumos ao Taboão, e de prestação de serviços. 

Esse distrito industrial, quase na saída de Mogi, foi projetado, sonhado e idealizado para o desenvolvimento futuro da cidade, e o abrigo social e econômico às futuras gerações.

O poder de competitividade com outros parques industriais será ainda mais retraído como apostam observadores que acompanham quem prospecta espaços ali.

Penaliza o Distrito Industrial, há alguns anos, a falta de infraestrutura logística para o transporte e comunicação, uma situação ainda a ser sanada pelo poder Executivo municipal.

Nem mesmo o novo acesso já autorizado pelo Governo do Estado à rodovia Ayrton Senna conseguiu sair do papel. As obras de recuperação plena da estrada estão previstas para 2022. Entidades como a Agestab (Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão) têm como certo que esse pedágio em Mogi não vinga. Se vingar, a cidade retrocede algumas casas no plano desenvolvimentista.

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