Merece atenção e reconhecimento de todos a notícia divulgada na edição de ontem deste jornal dando conta de que o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) de Mogi das Cruzes obteve recursos para implantar 1.060 metros de coletor tronco para captar e destinar à Estação de Tratamento de Suzano, os esgotos produzidos por 4.400 moradores da região próxima à praça do Oito, no Parque Santana.

O coletor tronco é uma tubulação de maior diâmetro que tem a finalidade de recolher os esgotos dos diversos coletores ligados às residências e a ele convergentes.

Para garantir mais de R$ 1 milhão, necessário à execução da obra, o Semae foi buscar recurso  junto ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). O contrato já assinado, via Banco do Brasil, vai assegurar R$ 882.281,26, aos quais deverá se somar a contrapartida do município, no valor de R$ 126.244,11.

O novo coletor deverá interligar o trecho localizado junto à Praça do Oito até um ponto da rua Lara, onde irá se conectar ao sistema já existente, o qual ficará encarregado de conduzir o esgoto para ser tratado na Estação da Sabesp, na cidade de Suzano.

Após os trâmites burocráticos do financiamento, que incluirá autorização da Câmara para o recebimento dos recursos, a obra deverá ser executada num prazo de 12 meses, depois de contratada a empresa que deverá executar o serviço.

O projeto do novo coletor já está aprovado pelas câmaras técnicas do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, pela Cetesb e Banco do Brasil.

Isso significa maior agilidade para o andamento dos trabalhos que serão importantes sob variados aspectos.

Afinal, esse esgoto coletado e enviado para tratamento adequado pela Estação da Sabesp deixará de poluir os córregos da cidade, onde ainda é despejado, antes de chegar ao nosso mais importante manancial, o rio Tietê, aumentando ainda mais a enorme carga poluidora já recebida ao atravessar a área urbana do município de Mogi das Cruzes.

Obras desse tipo, além de ajudarem a despoluir rios e córregos da cidade, são ainda importantes vetores de saúde pública, pois o esgoto deixa de circular a céu aberto, representando sérios problemas para os moradores ribeirinhos, especialmente em épocas de chuvas, quando esses mananciais transbordam e invadem residências, levando consigo os riscos de contaminação por inúmeras doenças.

A obra que ficará sob a terra, distante da vista de todos, precisa ser reconhecida pela sua importância como mais um avanço do saneamento básico em nossa cidade.