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EDITORIAL

São grandes os desafios

A falta de prevenção de todas as outras doenças, além da Covid, é a preocupação. Parte das pessoas interrompeu tratamentos ou nem descobriu ainda que estão doentes

O DiárioPublicado em 27/04/2021 às 19:06Atualizado há 15 dias

Definido como novo secretário municipal de Saúde, o médico legista Zeno Morrone Júnior não terá tempo algum para se assenhorar do cargo, dos trâmites e decisões diárias que a pandemia impõe, especialmente hoje, quando a fase de transição do Plano SP e a manuteção de mortes diárias pela Covid-19 tornam a pasta por ele assumida um fator de promoção de vida ou de morte.

Ele terá de ser rápido na identificação e resolução dos focos de incêndios gerados pela saída do ex-secretário Henrique Naufel. Não apenas na atuação e estratégia de prevenção e combate a esse vírus mortal, mas também na reconstrução da confiança dos próprios funcionários da Secretaria de Saúde, que foram o alvo da denúncia no Ministério Público por terem tomado a vacina a partir de janeiro, antes dos demais grupos prioritários.

A unidade na equipe da Saúde terá de ser muito bem cuidada porque disso também depende o sucesso das práticas definidas pelo governo Caio Cunha (PODE) para ampliar a vacinação contra a Covid e a gripe, abrir novas frentes de trabalho, como anunciado na segunda-feira, e ainda zelar de algo que passa a preocupar cada vez mais o mogiano, a partir de agora: o represamento da atenção à saúde.

A falta de prevenção e cura de todas as outras doenças - que não a Covid-19 - é a grande preocupação. Milhares de pessoas interromperam tratamentos ou sequer descobriram o aparecimento e agravamento de moléstias.

Não há o que dizer, ainda, sobre Zeno Morrone Júnior. Apenas lembrar de suas outras passagens por serviços públicos, inclusive, na própria Prefeitura.

Mogiano, ele se diz pronto como um soldado para fazer o melhor por Mogi das Cruzes. E, assim, terá mesmo de ser.  

A expectativa é positiva. A princípio porque, desta vez, a nomeação foi de um mogiano, profissional técnico, que bem conhece Mogi das Cruzes e todos os seus equipamentos de saúde.

 A saída de Naufel suspendeu e/ou afetou tudo o que estava sendo feito, praticamente desde março, quando se soube da denúncia do fura fila. Outros servidores e a comissão que passou a responder pela pasta tentaram manter as ações em andamento. Porém, claro, uma crise como essa tem preço no poder de tomada de decisões que pode influenciar no aumento das dores e sequelas do coronavírus, e no tempo que Mogi vai levar para se recuperar. 

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