Passado o primeiro turno das eleições, o momento é de reflexão sobre os escolhidos para compor as câmaras municipais e comparar o voto dado com o resultado final em cada cidade.  Apesar de alguma movimentação no sentido de renovação, diante da eleição de velhos caciques ainda se vê a influência deles em bairros e distritos que neles depositaram a responsabilidade de representação da população.  Nem sempre a repetição de tantos mandatos significa qualidade legislativa, principalmente se a intenção de permanência for o assistencialismo comum.

Foi baixo o número de mulheres eleitas para o legislativo em geral e o resultado demonstra que há um longo caminho a construir para de fato sensibilizar os eleitores do ganho com a maior participação feminina.  De qualquer maneira, a sorte está lançada para os próximos quatro anos.

Em direção à cadeira de prefeito, onde haverá segundo turno o momento é de olhar com lupa os concorrentes, de deixar para trás as candidaturas nervosas que apenas atacavam e se apresentavam sem lastro na realidade, mirar o candidato que reúna condições sérias de cuidar de uma prefeitura, de tratar os assuntos de interesse geral com foco e com uma equipe eficiente.  É válido ouvir os opostos, mas em se tratando de qualidade de vida, o mundo real está fora da internet, as demandas são concretas e não dão espaço para experimentos onde a boa ousadia passe a ser um argumento vazio.  Entre tantas questões importantes de uma cidade, como mobilidade e transporte coletivo, a saúde é sempre lembrada em função das condições da maioria da população que não tem plano de saúde.  Também nesse quadro tão longo de pandemia que afetou todos os setores de negócios, onde diante do fechamento de escolas veio à tona a extrema relevância do preparo da criança para os anos de estudos que virão, apesar do grande uso da ferramenta das aulas virtuais, inclusive para trabalho remoto, a opção por uma candidatura deve ser focada, olhando o quesito educação,  naquele que enxerga o professor como indispensável, com humanidade, e não em quem resume o ensino a um aplicativo.  O porte de cada cidade dita como a banda toca, os eleitores com suas percepções voltarão às urnas para isso, para definir o futuro de onde moram apostando em quem reputam capacitado.  Tomara o rescaldo sirva para isso.         

   

Laerte Silva é advogado