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EDITORIAL

Prorrogação será bem-vinda

A administração demonstrou sensibilidade ao abrir essa linha de atuação prática e rápida em atenção aos mais pobres. Manter essa ajuda será um fator positivo

O DiárioPublicado em 23/06/2021 às 19:26Atualizado há 1 mês

Há uma expectativa sobre uma possível prorrogação do Auxílio Emergencial Mogiano criado pela primeira vez pelo governo municipal para atender famílias mogianas em situação de extrema pobreza.

A última das parcelas de R$ 100 está sendo paga até a terça-feira, dia 30, a 32 mil pessoas. Valor ruidosamente desmerecido por muitos, esses R$ 100 têm endereço certo para os mogianos que ficaram ainda mais pobres desde o ano passado com o fim do subemprego e do trabalho informal.

A fome aumentou na casa de uma grande parte dos brasileiros, mesmo com o socorro emergencial federal e outros auxílios, como o concedido pelo Prefeitura de Mgi das Cruzes.

Quem trabalha com a assistência social nas zonas mais pobres tem relatado cenas como a reunidas em reportagem neste mês, por este jornal: famílias não sabem se terão comida no prato na próxima refeição.

O Auxílio Emergencial Mogiano mirou duas frentes: os núcleos familiares mais pobres e empresas de diferentes portes que também poderiam solicitar a ajuda, cujo valor dependia da quantidade de empregos mantidos durante a atual crise sanitária.

Nessa ponta, a procura pelo recurso público foi abaixo do esperado. E surgiu, dessa realidade, a possibilidade de se agasalhar durante mais tempo, as pessoas que ainda não voltaram à roda do trabalho e da busca de renda.

Por mais que alguns setores - e gratamente, aos poucos, este jornal acompanha a retomada de contratações em empresas e serviços públicos, o desemprego ainda vigora para uma grande massa de brasileiros.

O quadro é muito desalentador quando se observa que 14,4 milhões de brasileiros estão desempregados e outros 6 milhões, desalentados, ou seja, não trabalham e nem procuram mais um trabalho.

A gestão do prefeito Caio Cunha demonstrou sensibilidade e inovação ao abrir essa linha de atuação prática e de maneira rápida junto aos mais pobres. Manter por mais alguns meses essa ajuda fará diferença na política social seguida pela cidade neste momento de tantas dificuldades.

Buscar saber ainda os motivos da baixa procura pelo apoio às empresas seria interessante para se monitorar o que está realmente acontecendo no meio empresárial. Afinal, o recurso para esse fim existe. Teria sido uma falha de comunicação? Ou a situação desse segmento não seria tão complicada assim?

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