Símbolo de qualidade de vida, o índice municipal de arborização tende a ser ainda mais valorizado no planeta, que sente os efeitos da destruição da natureza. É moeda de grandeza para o desenvolvimento e planejamento dos municípios porque cidades com maiores territórios verdes se destacam em rankings sociais e econômicos.

Ampliar os corredores de árvores em praças, ruas e avenidas permite a conexão entre os ecossistemas sustentados por rios e florestas e melhora as condições saudáveis do ar, da água e do clima. 

Uma cidade com boa cobertura arbórea tem direta relação com a promoção da saúde e do bem-estar dos moradores. Funciona mais ou menos assim: a expansão e manutenção da vegetação natural respondem pela produção de água limpa, ar puro, conforto térmico, preservação da fauna e flora e o embelezamento do visual urbano.

 Cumprir esse ideal exige disposição do governo municipal e da população.

Nos últimos verões, Mogi das Cruzes vê a aceleração da perda de árvores antigas – algumas, centenárias – após ventanias e temporais, e os problemas decorrentes desse fenômeno, como a interdição de ruas, riscos de acidentes, corte da energia elétrica, estragos em calçadas.

Cena recorrente na Capital, essas quedas na nossa Mogi apontam falhas no mapeamento das espécies vulneráveis por problemas como o plantio inadequado no asfalto ou pragas (que podem ser contidas).

Seria interessante a Prefeitura reforçar as campanhas para o plantio de espécies corretas, que servirão para potencializar as “rotas verdes” que interligam as serras do Itapeti, do Mar e a região ribeirinha do Tietê.

Como dissemos, o índice de arborização é um trunfo para as cidades. Esses acidentes, no entanto, alimentam preocupações, inclusive com o futuro do plano de arborização da Prefeitura, projeto que requer aprovação e adesão popular.

São os moradores que, na prática, zelam por esses oásis verdes em ruas e praças. O viveiro do Parque Leon Feffer representa uma conquista e tanto. Cabe à Prefeitura, responder rapidamente a esses acidentes que assustam, com razão, os moradores. E isso começa com o diálogo. A população pode auxiliar na identificação de espécies em risco, se houver um canal de comunicação interessado em resolver e não criar problemas. Monitorar a saúde das árvores antigas é outra providência necessária.