As notícias são cada dia mais alarmantes e revelam um avanço ainda maior da Covid-19 entre os mogianos, à medida que vão se reduzindo progressivamente o númerode leitos de UTI disponíveis para o tratamento da doença no município.

Informa a edição de ontem deste jornal que a cidade ocupa a nada lisonjeira 30ª colocação no insuspeito ranking da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), entre os 645 municípios paulistas.

Uma situação que, infelizmente, só tende a piorar em razão da violência com que vêm atuando as novas variantes do novo coronavírus, já presentes entre os doentes que buscam, desesperadamente, uma vaga de UTI nem sempre disponível nos hospitais do Alto Tietê.

E enquanto as notícias dão conta de que o governo estadual prepara-se para implantar uma nova etapa de restrições - a fase roxa -, que busca manter um distanciamento social ainda maior, por meio de medidas ainda mais duras que as atuais, nada se fala sobre os novos leitos do Hospital  Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcante, no distrito de Jundiapeba.  E a imprevisibilidade crônica persiste.

Da mesma forma com que os abusos permanecem em evidência no dia a dia da população. Basta citar que no último final de semana, a Secretaria Municipal de Segurança Pública  recebeu mais de 500 chamados de munícipes que denunciavam a ocorrência de aglomerações nas proximidades de suas residências, nos mais diferentes bairros da cidade.  Eram festinhas, bailes funk e outras atividades onde prevaleciam os ajuntamentos  públicos, sem as mais comezinhas preocupações sanitárias, como o uso de máscaras, por exemplo.

O negacionismo continua em evidência com chamados públicos para protestos contra as medidas restritivas e, imaginem, falta de medicamentos preventivos contra a Covid-19, do tipo cloroquina, que a ciência já encarregou de descartar como solução para se evitar a doença. 

E é em meio a desinformações e abusos que a doença continua batendo recordes negativos na cidade. Entre os dias 1º e 7 deste mês, 1.277 mogianos testaram positivo para a Covid, enquanto 24 pessoas morreram, informava ontem este jornal, com base em números oficiais das autoridades da saúde.

E as previsões não são nada animadoras. Basta conversar com infectologistas e outros especialistas para ouvir alertas sobre aumentos drásticos nos casos e nas mortes.

A recomendação é que cada um se cuide da melhor maneira possível, enquanto a vacinação em massa não chega, evitando ao máximo as aglomerações, usando máscaras e álcool em gel, além de outros cuidados. 

Tudo para não depender dos hospitais, onde a situação é cada vez mais crítica e a falta de vagas e o colapso do sistema já são uma realidade.