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EDITORIAL

Os resultados dos testes

Com os primeiros resultados de amostragens pouco mais robustas, é pertinente dizer que os riscos de infecção ainda estão em toda parte

O DiárioPublicado em 06/07/2021 às 16:53Atualizado há 28 dias

A caminho do segundo ano da pandemia da Covid-19 não custa lembrar o que em março já nos prevenia  a experiência e a historia de outras doenças popularmente chamadas de andaço, por se espalharem de canto em canto e rapidamente.

Enfermidades epidêmicas de ampla disseminação e desconhecidas têm um relógio biológico próprio a desafiar o conhecimento humano. 

Agora mesmo, quando alguns números mais favoráveis poderiam garantir uma relativa segurança e tranquilidade, os alertas em vermelho surgem com a variação de cepas, como a delta, já detectada no Estado de São Paulo.

Por mais que o avanço da vacinação seja algo palpável porque começou a chegar no braço de cerca de 30% dos brasileiros - sendo que 12% e alguma coisa já contam com a dose completa, o estado ainda é de alerta.

Que o diga quem vem acompanhando um momento tão esperado e cobrado: a popularização dos testes para detectar a Covid-19 na cidade.

Com as primeiras amostragens mais robustas, realizadas pela Secretaria Muncipal de Saúde, é pertinente dizer que os riscos de infecção ainda estão em toda parte.

Em Jundiapeba, onde a testagem chegou a 2,3 mil pessoas, o resultado positivo alertou 7% desse grupo, ou seja, 180 pessoas estavam com o vírus, e parte delas, poderiam sequer desconfiar ou desenvolver os clássicos sintomas.

Na região central, 34 dos 630 indivíduos analisados tinham o vírus e foram orientados a cumprir a quarentena. Também deverão ser acompanhados pelo serviço de monitoramento da Covid criado pela Prefeitura para orientar os pacientes e fazer uma varredura posterior a um resultado positivo. 

A testagem da Covid foi muito prejudicada pelos erros no enfrentamento da pandemia no Brasil. Não houve, até o primeiro ano, uma politica nacional integrada, que possibilitasse, por exemplo, a distribuição de mais testes para combater o contágio e identificar, precocemente, os pacientes que poderiam evoluir para os casos mais graves e a morte. É importante participar dessa testagem.

Mogi acerta ao facilitar o acesso aos testes, em parcerias com os setores agrícola e comercial. O diagnóstico precoce, as vacinas, a manutenção da fiscalização às aglomerações, máscara facial, enfim, esse conjunto de medidas pode abreviar o tempo de espera pelo fim desse flagelo.

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