Prática adotada em anos anteriores pela Secretaria de Educação de Mogi das Cruzes, a avaliação do nível de retenção do aprendizado dos alunos do Ensino Fundamental, a partir de amanhã, ganha uma relevância ainda maior.

O ensino público e privado está diante de seu pior e mais complexo  obstáculo. É a primeira vez que os alunos e professores se ausentaram da sala de aula e testaram o ensino a distância a seco -  por mais que esse processo viesse andando, nada se compara com o modelo em escala que precisou ser adotado durante a pandemia.

Pais e alunos precisam entendar o que está em jogo. O teste irá mostrar quanto os estudantes assimilaram do conteúdo dado desde março do ano passado.

A adesão à avaliação poderá ser o grande diferencial na definição sobre qual escola a cidade construirá nos próximos meses e anos.

Ainda que a Prefeitura venha afirmando que poderá caminhar para o ensino hídrido, quando houver segurança epidemiológica para isso, ninguém consegue prever se uma terceira onda ou a vacinação de uma parte da população contra a Covid-19, podem colocar novamente crianças e jovens dentro de casa.

Saber o que o aluno aproveitou do material disponibilizado online e longe da presença física do professor é um ponto inicial para conduzir o ano letivo.

Além do comprometimento de educadores e diretores de escola, a participação dos pais e dos alunos permitirá a travessia do que nunca antes foi feito. Até o domingo, a avaliação estará disponível aos mogianos.

Cuidar da formação da geração afetada econômica, emocional e psicololgicamente pela pandemia é um dever ético e moral da sociedade organizada. É obrigação dos governos municipal, estadual e federal darem o norte e optar por meios que suavizem as deficiências provocadas pela crise sanitária – primeiro, sim, era preciso preservar vidas., a Covid é letal. Porém, o aluno, professor e os pais é que vão determinar acerto ou erro do ensino proposto pelas políticas públicas para inibir o apagão do conhecimento e da mão de obra.

São graves as primeiras notícias sobre a não renovação de matrículas, especialmente no Ensino Médio na cidade e no Brasil. Antes de chegar ao ensino intermediário, a base do aluno, no Fundamental, precisa ser sólida o suficiente a fim de preservá-lo da sina vivida por quatro entre 10 jovens brasileiros até 2018: o abandono da escola