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EDITORIAL

O comando da Saúde

O DiárioPublicado em 12/04/2021 às 18:29Atualizado há 30 dias
Divulgação - Anderson Prado

Trocas no comando no primeiro escalão de uma Prefeitura ou qualquer outro organismo público ou privado criam fissuras porque há uma natural interrupção na gestão administriva e política, independentemente da velocidade e do sucesso na escolha do novo ungido.

Em meio à pandemia e, ainda por cima, apenas 100 dias após o início da gestão municipal, essa ruptura não é fácil, embora, claro, seja  algo contornável, pela rapidez nesse processo e o acerto no nome do sucessor.

Este jornal já havia apontado, neste mesmo espaço, as preocupações surgidas com a ação do Ministério Público que pedia a exoneração do médico e professor Henrique Naufel do comando da Secretaria Municipal de Saúde, após o recebimento de denúncia pelo favorecimento concedido a ele, na fila da vacinação contra a Covid-19.

Naufel foi o segundo mogiano, para ser mais exato, a receber a imunização, no dia 20 de janeiro último, no Hospital Municipal de Braz Cubas, quando a cidade começou a receber as primeiras doses da Coronavac.

Com a saída dele, confirmada com exclusividade em primeira mão, por este jornal, na manhã de segunda-feira, atenções e preocupações se voltam para a divulgação do substituto, a ser anunciado pelo governo municipal.

No meio do enfrentamento da Covid e de todas as demais estratégias para a prevenção e tratamento de outras doenças, abre-se um vazio no comando da Secretaria de Saúde importante. 

A torcida é para o acerto do prefeito Caio Cunha (PODE) na definição de um nome que reúna as condições técnicas e políticas para assumir a pasta mais exigida na atualidade. Nas primeiras declarações sobre a exoneração, revele-se a promessa feita de se encontrar alguém que siga a ciência e não as teorias negacionistas surgidas desde o ano passado pelo País, e que devem permanecer distantes das ações da Prefeitura.

A denúncia do MP também serve para posicionar o governo atual sobre o seguinte: há uma liturgia do cargo que não pode ser substituída por argumentos que não atendam a legalidade dos feitos administrativos.

Qualquer pessoa sabe que o ex-secretário Naufel era peça-mestra, inclusive no relacionamento com o Governo do Estado. O apagão no comando da Saúde não pode se estender porque a cidade precisa continuar salvando vidas, vacinando pessoas, saneando o colapso hospitalar. E tudo isso, para ontem.

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