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EDITORIAL

Mortes na Mogi-Salesópolis

O perfil da Mogi-Salesópólis é alterado pela mudança na ocupação de áreas lindeiras, como o Cocuera e o Capixinga, que recebem mais moradores e visitantes

O DiárioPublicado em 19/07/2021 às 18:46Atualizado há 9 dias
Em março, uma colisão entre caminhão e carro deixou uma vítima fatal e outras duas pessoas feridas / Reprodução - Facebook
Em março, uma colisão entre caminhão e carro deixou uma vítima fatal e outras duas pessoas feridas / Reprodução - Facebook

Uma consulta rápida em edições recentes de O Diário confirma o que a gravidade dos comentários em nossas redes sociais sobre a mais recente tragédia na Mogi-Salesópolis, que matou dois trabalhadores na manhã de domingo último. Os riscos de acidentes nesta estrada estão ainda mais evidentes nos últimos meses quando os equipamentos eletrônicos foram desligados pelo Departamento de Estrada de Rodagem (DER).

Radares e/ou lombadas eletrônicas não vão acabar com os gravíssimos capotamentos ou colisões no acesso. Mas esse recurso tem um efeito muito importante na redução da velocidade, que está ligado diretamente às causas desses dramas vividos pelos autores dos acidentes, e também de vítimas que seguem a legislação e o limite máximo da velocidade, mas acabam sendo afetadas pelos  maus motoristas.

A Mogi-Salesópolis tem o perfil alterado com a atração de mais usuários. Há uma mudança no perfil de ocupação de bairros lindeiros, como o Cocuera e o Capixinga, que estão atraindo moradores interessados na vida no campo, especialmente nesse período da pandemia.

Esses locais bucólicos e com boa oferta de sítios e chácaras passaram a receber mais visitantes que alugam esses imóveis para festas e férias.

Soma-se a isso a presença de grandes empresas e o tráfego constante de caminhões para o escoamento da produção fabril e rural.

Desguarnecer a fiscalização narodovia é contribuir para os acidentes, mortes e vítimas com graves sequelas. 

Com parte do acesso duplicado, até a rotatória da Estrada do Nagao, a Mogi-Salesópolis segue, a partir dali, em pista simples, o que compromete a segurança do usuário. É uma estrada que passou a receber mais carros, caminhões e motos.

Campanhas educativas, sinalização e a fiscalização ininterrupta, nos pontos com maior índice de incidentes, são urgentes para deter a crônica da violência na orta entre Mogi, Biritiba Mirim e Salesópolis. 

Falta, até aqui, um olhar apurado e responsável das autoridades destas três cidades para a apreensão dos moradores e trabalhadores com a alta das mortes. 

A fiscalização eletrônica foi suspensa no início do ano. Já deu mais do que tempo para se regularizar o que pode salvar vidas. A pressão por moradia e a opção pela vida no campo não vão reduzir o tráfego nessa estrada. Ao contrário. A ocupação desse território tende a ser ainda mais intensa nos próximos anos.

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