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EDITORIAL

Menos vereador ou assessor

A redução da estrutura atenderia ao que a opinião pública rigorosamente sempre espera: um Poder Legislativo compromissado com o bom uso do dinheiro público

O DiárioPublicado em 20/05/2021 às 19:04Atualizado há 26 dias

Sem muita publicidade, desde a semana passada, dois projetos estão tramitando na Câmara de Mogi das Cruzes para atender às recomendações do Tribunal de Contas do Estado e reduzir gastos da casa que mantém 115 assessores para servir 23 vereadores, fora os funcionários efetivos.

O Tribunal de Contas aponta a necessidade de se equilibrar o número de comissionados e efetivos.

Duas opções começaram a tramitar no Legislativo, como apurou a jornalista Silvia Chimello, de O Diário.

Uma linha de atuação da Casa propõe o fim do quinto assessor em cada um dos gabinetes. A economia mensal de R$ 115 mil, ou seja R$ 1.380.000,00 por ano e outros consideráveis R$ 5,5 milhões ao fim de quatro anos, é importantíssima, não apenas nesse momento de pandemia.  

A medida teria um efeito ainda mais amplo: o de economicidade no trato dos bens públicos.

Sem generalizar, claro, mas muitos assessores são mantidos a título de compadrio e troca de favores.

A redução dessa estrutura atenderia ao que a opinião pública rigorosamente sempre espera e merece: um Poder Legislativo compromissado com o uso do dinheiro público da melhor forma possível.

Uma outra proposta, mais drástica, seria a redução de dois vereadores - o que eliminaria ainda mais assessores e os próprios vencimentos dos parlamentares e os gastos de cada gabinete: gasolina, carro, água, café, plano de saúde, papel, internet.

Não é a primeira vez que um presidente da Câmara Municipal tenta levar adiante o que, sobretudo na disputa eleitoral dos que desejam uma cadeira pela primeira vez, vira plataforma de trabalho: enxugamento da máquina legislativa e rigor nos gastos.

O vereador Pedro Komura foi um dos que tentou andar com essa demanda, e não conseguiu avanços.

Desde que tomou posse, após o escândalo que envolveu seis vereadores em uma denúncia do Ministério Público, acatada pela Justiça, o presidente Otto Flôres de Rezende tem anunciado que irá tomar medidas de contenção de despesas e buscar atender às recomendações do TC.

A existência de dois projetos com o mesmo objetivo já delimita a divisão de opiniões dos vereadores.

De todo caso, o tempo, sempre o tempo, dirá como a atual composição da Câmara tratará o assunto nas próximas semanas e meses, quando as sessões ordinárias poderão ter a temperatura elevada

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