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EDITORIAL

Máscaras vieram para ficar

Dos 200 mil óbitos para 200 mil se passaram 76 dias. Dos 300 mil para os 400 mil mortos: 36 dias. E daí para as 500 mil vidas perdidas foram 50 dias

O DiárioPublicado em 21/06/2021 às 20:06Atualizado há 1 mês

O aumento das internações e dos índices de contaminação algumas semanas após a flexibilização das atividades sociais e a palavra da ciência nos conduzem a destacar uma de nossas reportagens publicadas no último final de semana. Mesmo com a vacina - ainda patinando na casa de apenas 11% dos brasileiros imunizados com a segunda e necessária dose -, a máscara facial e a necessidade de não promover aglomeração ainda serão palavras de ordem pelos próximos meses no país que não teve uma condução acertada nas políticas de prevenção e enfrentamento da pandemia.

Sobretudo por causa da queda do número de mortes entre parte de abril e maio, há uma falsa sensação de volta à normalidade até mesmo entre os que não negaram essa verdadeira tragédia humana.

O ritmo diário de expansão do vírus ainda está alto. A velocidade com que se chegou aos 500 mil brasileiros mortos pela Covid-19 explica os motivos do temor de especialistas e gestores hospitalares - são esses últimos que enfrentam o caos da falta de leitos e sobrecarga de trabalho de médicos e enfermeiros.

Dos 200 mil óbitos para 300 mil, foram 76 dias. Dos 300 para os 400 mil: 36 dias. E deste marco profundamente lamentável até os mais de 500 mil, na sexta-feira, foram 50 dias.

Há um recorte que reforça a urgência de se melhorar a comunicação de massa sobre os efeitos da displicência com o uso da máscara, as festas e/ou outras aglomerações.

Falta ao poder público, não apenas na esfera federal que praticamente não agiu para informar e orientar a população brasileira, campanhas de comunicação mais ágies e de fácil entendimento. 

Mogi das Cruzes tem acompanhado os casos de mogianos que faleceram mesmo após tomar a vacina. Isso se explica pelo fato de que há uma errônea interpretação sobre os efeitos de uma vacina. Ela e o distanciamento social são meios de reduzir a contaminação, não de eliminar os riscos de se contrair o coronavírus.

Como disseram os médicos Sérgio Zanetta e Carlos Eduardo Amaral Gennari, a máscara facial, álcool gel e distanciamento permanecerão como rotina até que se encontre a cura para a Covid-19 - hoje, afortunadamente, já se começa a ter resultados favoráveis e seguros com alguns medicamentos. Mas, a cura, em si, ainda não foi encontrada.

Replicar essas informações é dever do estado, e uma questão de responsabilidade cidadã, humana e sanitária de toda a sociedade.

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