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EDITORIAL

Já sofremos demais

Conquista e direito a uma maior parte da população, a vacina é um sinal de esperança por dias mais seguros, menos doloridos. Já sofremos demais

O DiárioPublicado em 18/06/2021 às 13:56Atualizado há 2 meses

Nos 64 anos de circulação deste jornal, em poucos recortes de nossa cobertura jornalística, assuntos ficaram durante tanto tempo como manchete quase em tempo real. São quase 15 meses ou coisa de 5,4 mil dias de reportagens, entrevistas e editoriais sobre a crise humanitária e sanitária que fez o mundo tremer de medo, assombro e tristeza desde o surgimento de um novo vírus capaz de se replicar a velocidade impressionante e matar uma parcela de suas vítimas.

 A pandemia fez brotar outras convicções talhadas pelo jornalista Tirreno Da San Biagio desde a fundação desta empresa de comunicação e aplicadas fielmente no trato com a notícia e a busca de explicações, orientações e reflexões sobre fatos que entrelaçam a vida de cada um de nós e da sociedade. 

Desde o início, nossa defesa foi honrar e reconhecer a ciência sabendo que o conhecimento humano é matéria em constante mudança, porém, único caminho admitido para explicar um fenômeno tão instigante como uma pandemia.

Nesta semana, a antecipação do calendário de vacinação para um dos grupos maiores de moradores da cidade - o formado por cerca de 40% dos mogianos, onde estão as pessoas nascidas em 1960, 1970 e 1980 - é um dos melhores e mais emocionantes momentos do jornalismo mogiano. Quem crê na ciência espera ardentemente pela imunização.

Conquista e direito a uma maior parte da população, a vacina é um sinal de esperança por dias mais seguros, menos doloridos. Já sofremos demais.

Desde a semana passada, o governo do prefeito Caio Cunha passou a enfrentar um grande desafio: o de ampliar, rapidamente, a capacidade de atendimento a um grupo de 181 mil mogianos. Não é tarefa simples.

Nesses primeiros dias, a instabilidade no sistema de agendamento chega a ser compreensível.  Afinal, os cinquentões formam um contingente de 46 mil pessoas, 20 mil a mais dos que passaram dos 60 anos.

Nos próximos dias, há de se buscar estratégias e alternativas  para melhorar o sistema de agendamento e também a aplicação da vacina. Na faixa dos nascidos em 1970 estão cerca de 62 mil habitantes.

A nossa torcida é para que a manutenção do envio das doses do Ministério da Saúde seja cumprida. É urgente garantir a imunização de mais pessoas, o mais breve possível. Já sepultamos mais de 1,3 mil mogianos. Vemos a fome atormentar 122 mil mogianos pobres ou extremamente pobres. Já perdemos milhares de empregos. Após a vacina, os cuidados como o uso da máscara, o distanciamento, a testagem rápida continuarão. Mas ela é o único meio de se alcançar relativa tranquilidade para seguir em frente, reparar danos e proteger a vida.

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