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EDITORIAL

Insegurança na educação

O DiárioPublicado em 01/04/2021 às 18:23Atualizado em 02/04/2021 às 08:38

Por mais que toda a atenção se volte para a sobrevivência e preservação da vida - esse é o bem maior do homem -, assuntos que vão sustentar o futuro das pessoas e cidades não podem ser deixados para um segundo plano. Alguns levantamentos concretos sobre o desastre provocado pela pandemia na educação ganham contornos municipais e demonstram a urgência de se fazer melhor neste ano do que em 2020.Ainda são dados preliminares - apenas o amanhã confirmará as mudanças que as crianças e jovens da geração Covid sentirão em relação aqueles que já eram excluídos, no passado, do acesso ao ensino superior e que nem terminam o ensino médio no Brasil. A educação ia de mal a pior e apresentava uma profunda diferença entre os alunos das escolas particulares das públicos e entre os mais ricos e os mais pobres. Com a pandemia, esse desequilíbrio foi acentuado brutalmente e terá resultados impossíveis de serem prospectados hoje. Mesmo as pesquisas sobre a eficiência do ensino remoto ainda não inconsistentes porque são influenciadas pelas condições precárias do diálogo entre professores e pais, e os gestores da educação.Mas, já se sabe, por exemplo, que dois mil alunos mogianos tiveram dificuldades graves para acessarem as videoaulas. Desse total, 20%, tiveram baixa ou nenhuma conexão com a internet e, o mais grave, 200 sequer foram encontrados para as avaliações sobre a aprendizagem no período.Esses dados iniciais e sujeitos a mudanças, especialmente com o agravamento da pandemia que desestrutura o poder público e até mesmo as famílias, que estão preocupadas em conseguir o arroz e feijão para alimentar os filhos.Na Câmara, uma das sugestões da Comissão de Educação é de se ampliar as facilidades para o acesso às aulas por meio da TV Câmara. Tudo o que se fizer para o ensino está valendo. De concreto, temos que os esforços, sobretudo na educação pública, estão muito abaixo do que se acompanha em outros países com o mesmo potencial socioeconômico do Brasil. E essa conta, quando se fechar exigirá ainda muito mais da gestão pública e da sociedade civil organizada. No passado, quantas vezes, neste espaço, criticamos o Ministério da Educação. Mal sabíamos que o pior dos quadros na esfera federal estava por vir. 

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