Nesta semana, a queda de barreiras na rodovia dos Tamoios, acesso entre São José dos Campos a Caraguatatuba, direcionou mais motoristas para a Mogi-Bertioga, alternativa  para se chegar ao litoral quando isso acontece. Essa é uma situação clássica que reafirma o posicionamento estratégico da estrada na malha rodoviária estadual para o escoamento do tráfego às praias paulistas.

Particularmente para a cidade, a Mogi-Bertioga se tornou uma grande fonte de preocupação desde o ano passado, quando o Governo do Estado começou a tocar à frente o projeto de incluir a estrada no modelo deconcessão  

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Esse assunto é uma caixa-preta para Mogi das Cruzes. Desde que vieram a público os planos da Agência do Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) de vincular a concessão à instalação de um pedágio na rodovia Mogi-Dutra, a cidade reivindica o detalhamento dos estudos sobre uma operação que é rechaçada pelos mogianos.

Na quarta-feira última, a reportagem de O Diário voltou a questionar a Artesp sobre quando a licitação será lançada, e obteve a mesmoa informação em outras oportunidades: não há data para isso.

 Um efeito surpresa é o temor da cidade. Do dia para noite, a publicação do edital ser lançado, sem que Mogi saiba a decisão final sobre a localização desse pedágio.

Com a concessão, os usuários pagarão pelo uso da estrada. O ponto de discórdia é a inclusão de uma praça de pedágio não na Mogi-Bertioga, mas na Mogi-Dutra, o que penalizará fortemente a economia do município. A cobrança impacta no bolso dos usuários, sobretudo no dos moradores de bairros da divisa, como Taboão e Aruã, e também interfere nas finanças de comerciantes, empresários, agricultores e prestadores de serviços. O custo de vida mogiano ficará ainda mais caro.

Tem toda razão o leitor Renato Antonio Queiroz ao registrar, em carta publicada em nossa edição online de quinta-feira, 8: “Quanto mais aumenta o silêncio na imprensa acerca do assunto, me vem à cabeça que os magos da Artesp continuam a produzir fórmulas mágicas para nos surpreender com mais uma maldade do governo Doria contra Mogi”.

A lideranças políticas, o Estado tem garantido que o pedágio não será na Mogi-Dutra. Até que se tenha acesso ao projeto que irá embasar a licitação pública, apesar da palavra dada, os movimentos contra o pedágio não podem ser esmorecer agora.