Está se tornando fato quase rotineiro na região do Alto Tietê o encontro de cemitérios clandestinos ou de corpos isolados em matagais e outros pontos  distantes das áreas urbanas e movimentadas de algumas das principais cidades  do extremo Leste da Capital. Não faz muito tempo, este jornal noticiou. no final do ano passado, a descoberta de um cemitério clandestino com inúmeras pessoas enterradas em uma área da Serra do Itapeti, no bairro do Botujuru, em Mogi das Cruzes.

Depois disso, outros fatos semelhantes ocorreram em outros pontos da própria cidade e de outros municípios vizinhos.  Ainda ontem, este jornal noticiava, em sua versão online, o caso de um corpo achado esquartejado, no interior de um matagal situado numa área rural dea cidade de Suzano. Uma denúncia anônima teria levado a Polícia até o local. A identificação da vítima estava difícil e ocorrer, dado o grau de decomposição da vítima, indicando que o assassinado teria ocorrido havia já algum tempo. Na grande maioria das vezes, a Polícia se vale do chamado “tribunal do crime”, julgamentos supostamente realizados pjor integrantes de facções criminosas, em especial o Primeiro Comando da Capital (PCC), para tentar explicar tais ocorrências. Tratam-se de versões para desviar as atenções de um verdade inquestionável: as dificuldades ou falta de competência dos policiais para descobrir os reais autores desses crimes, invariavelmente cometidos com requintes de perversidade ou violência, contra vítimas  quase sempre não identificadas.

Tais fatos têm se transformado em grandes desafios para os policiais da região. 

Afinal, está mais do que na hora de que esses crimes sejam devidamente esclarecidos para que sejam punidos os seus autores e para que a comunidade saiba se está diante do avanço da famosa facção criminosa, ou se estariam sendo registradas em nossa região possíveis ações de grupos formados por milicianos, uma nova praga que se alastra por alguns estados brasileiros e que já existe também na Capital  de São Paulo, conforme revela o livro “A República das Milícias - dos esquadrões da morte à era Bolsonaro”, do jornalista Bruno Paes Manso.

Está na hora, portanto, de a Polícia dar mais atenção a esses fatos para que a população tome conhecimento das origens desses graves crimes. E que os seus responsáveis venham a ser punidos exemplarmente.  

Sejam eles quais forem. Antes que o Alto Tietê ganhe fama ou realmente se torne uma “terra de ninguém”.