Poderá ser cumprido no governo do prefeito eleito, Caio Cunha (PODE), um acalentado e necessário plano da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Mogi das Cruzes: a construção da segunda Apae programada, a princípio, para o Distrito de Jundiapeba.

Com cerca de 650 alunos atendidos, a Apae tem uma fila de espera que, no futuro próximo, ganhará ainda mais urgência. 

A partir desse ano, quando o mundo o tempo se divide entre o antes e o pós-Covid, apenas o futuro irá medir, com um pouco mais de exatidão, os efeitos no desenvolvimento cognitivo e intelectual da geração de todos os estudantes que ficou um ano letivo sem as aulas presenciais.

Na vida de um estudante da Apae, um mês sem o atendimento multidisciplinar e profissional é sentido imediatamente por pais e professores. Por isso, a necessidade de se cuidar bem e depressa, do legado social e de saúde alcançado a passos lentos, porém, determinados por todos pais e profissionais da instituição.

É nesse universo que, na semana passada, em solenidade na entidade, o deputado federal Marco Bertaiolli anunciou o obtenção de R$ 2 milhões para a construção de uma segunda Apae e de uma clínica-escola dedicada ao espectro do autismo.

Um tema já tratado, segundo o parlamentar, com o prefeito Caio Cunha, que terá nas mãos, o poder de dar agilidade ao processo administrativo que depende, agora, da identificação de um terreno municipal para a execução das obras.

A possibilidade de se contar com uma segunda Apae atenderá à demanda reprimida e fará muita diferença na qualidade de vida dos alunos daquela região, que precisam se deslocar até a unidade da rua Carmem de Moura Santos.

Símbolo de atenção ao cidadão com deficiência motora e intelectual, a Apae é um projeto de raro e reconhecido sucesso na construção de pontes entre a ciência, a comunidade e o poder público.

A expertise no tratamento, inovação e no acolhimento, à criança e jovem é mérito dos colaboradores – pais, profissionais e amigos desta entidade. Temos certeza que a Apae dará conta de oferecer a Mogi um novo endereço de qualidade. Ainda mais após esse ano, marcado por tanto sofrimento e apreensão com a descontinuidade da rotina de tratamentos entregue ao público que move essa entidade. Se antes, a expansão já era pleiteada para reduzir a fila de espera, imagine hoje, diante dos imperativos lançados pela pandemia.