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EDITORIAL

A pandemia no campo

"Chega um sinal positivo anunciado pelo Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, que vai aplicar 2,7 mil testes rápidos, o conhecido pelas siglas IGG/IGM, a um grupo de produtores e moradores da zona rural"

O DiárioPublicado em 08/06/2021 às 18:40Atualizado há 6 dias
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Mal conduzida e até mesmo menosprezada por certos governantes, a testagem em massa para a detecção da Covid-19 ainda não atinge uma proporção tal que pudesse servir de base para a prevenção e mais braços para o controle da doença.

Sobretudo no ano passado, quando a disponibilidade dos testes era insatisfatória, não havia como discutir sobre o procedimento muito pouco difundido e utilizado. 

O Brasil segue sob a rédea do desgoverno e longe do enfrentamento ideal do vírus. A testagem ampla não acontece. Porém, chega um sinal postivo anunciado pelo Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, que vai aplicar 2,7 mil testes rápidos, o conhecido pelas siglas IGG/IGM, a um grupo de produtores e moradores da zona rural, entre os próximos dias 13 e 20 de junho.

Identificar precocemente a presença do vírus pode antecipar etapas de prevenção e de cuidados médicos e sanitários determinantes para a redução de sequelas e mortes.

Só o teste não inibe os casos graves, o que depende de ampla vacinação. Ela assegura a saúde coletiva.

É o que diz o pesquisador Manoel Barral Neto, da Fiocruz Cruz. O teste, em si, acentua ele, “não resolve a situação da pandemia, mas fornece informações que irão modificar as ações de saúde coletiva. A relevância dos testes está não só em detectar quem está doente, mas em ter controle dos contatos desses pacientes, evitando que pessoas potencialmente contaminadas continuem circulando pela cidade, impedindo que o vírus se espalhe com mais facilidade”. 

Os testes são resultado de uma parceria entre o Sindicato Rural de Mogi das Cruzes (FAESP/SENAR-SP), Ministério da Saúde, por meio da Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, e a Prefeitura de Mogi. 

A coleta acontecerá nas associções de agricultores do Cocuera (dia 13) e Pindorama (20).

A testagem servirá para monitorar a pandemia no campo. É uma iniciativa do Sindicato Rural de Mogi que merece ser reconhecida e amplificada. 

 O projeto valoriza a ciência, possibilita identificar dados epidemiológicos e chega um ano depois do início da pandemia. A demora é o de menos, diante da gravidade ainda em curso desta crise sanitária. Testar mais e mais, antes da vacina para todos, é um meio de preservar vidas. No campo, a operação ganha brilho extra porque valoriza quem não deixou de trabalhar durante todos esses meses tão difíceis.

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