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EDITORIAL

A Mogi solidária

Em mais um período de dificuldades e incertezas, inclusive, o Mogi Basquete deu um exemplo de solidariedade a ser reconhecido pelos mogianos

O DiárioPublicado em 31/05/2021 às 18:29Atualizado há 14 dias
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Em meio à tragédia humana e sanitária, a pandemia serve de escola para a vida. Uma imagem da campanha #cestasolidária, criada pelo Mogi Basquete, valida uma reflexão sobre como essa crise sanitária pode influenciar mudanças no presente e no futuro. A imagem está contada em uma das entrevistas feitas pela TV Diário sobre a arrecadação dos alimentos não perecíveis, em meados de maio, pelo time de basquete mogiano.

Na reportagem, a história vivida por muitas famílias mogianas: a mãe levou o filho ao ponto de arrecadação dos produtos, em frente ao Ginásio Municipal Hugo Ramos, onde os jogadores, perfilados, recebiam os torcedores e os quilos de arroz, feijão, etc.

 O programa do sábado, para o garoto, foi ver o time que as novas gerações estão com saudade de acompanhar de perto, das arquibancadas, por causa da pandemia. 

Essa nova geração idolatra quem, nas quadras, leva o nome da cidade ao NBB, e, fora delas, optou por ser ator social.

Em mais um período de dificuldades financeiras e incertezas, inclusive, o Mogi Basquete deu um exemplo de solidariedade a ser reconhecido pelos mogianos. Ir para as ruas, pedir alimentos em nome do outro, em meio à pandemia, tem um caráter didático sobre o que é cidadania e o espírito de coletividade.

Entre tantas marcas desesperadoras, a pandemia aprofundou ainda mais a desigualdade social no Brasil. O número de famílias em situação de extrema pobreza e de pobreza bateu os índices registrados, pela última vez, em 2011. 

A fome é a medida extrema da diferença sobre como vive uma parte dos brasileiros. 

Essa campanha foi finalizada com a entrega de 6 toneladas de alimentos, transformados em 500 cestas básicas.

Vitrine sobre o papel do basquete na sociedade mogiana, essa campanha faz vibrar a esperança por um mundo melhor e mais justo.

Contaminar crianças, jovens e adultos com essa ideia de socorrer quem mais precisa não irá solucionar os graves reflexos da pandemia na vida das pessoas e do país. Bem sabemos que a exclusão social depende de mais: depende de políticas públicas, de organização social que dê conta de pressionar os governantes a cuidar dos mais frágeis, e de melhorar, sobretudo, a educação e o acesso ao emprego. No momento da fome, no entanto, são campanhas solidárias que dão conta de minimizar os efeitos dos erros do passado.

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