Aos 460 anos de fundação, Mogi das Cruzes está olhando para um marca que será alcançada nos próximos anos - os 500 mil habitantes. Meio milhão de pessoas – isso mesmo. Nesse clube das princiapis metrópoles brasileiras, há 49 municípios, sendo que 23 são capitais e, por isso, alcançam esse topo de maneira diferenciade e com muito mais recursos financeiros e estratégicos para responder à demanda exigida por tantos moradores.

Sem o Censo Populacional 2020, que iria atualizar um pouco mais realisticamente o número sobre ‘quantos mogianos somos’, planejar o futuro e ordenar as politicas públicas mais urgentes que vão ancorar o que vem pela frente, se tornam particularmente ainda mais intrigante.

Em uma cidade, o que se faz hoje, como pleitear a extensão de uma linha de trem ou mais ciclovias, mira o amanhã.

Alguns gestores, baseados no cruzamento de dados como o número de ligações de água e luz, e cadastros como o mantido pelo Sistema Integrado de Saúde (SIS) costumam flertar com a ideia de que essa marca populacional já foi alcançada.

A olho nu, a mancha urbana se estende, sobretudo em núcleos habitacionais mais distanciados das sedes dos distritos. Nos limites com Guararema, Arujá, Suzano e Itaquacetuba, as linhas divisórias estão se perdendo com maior rapidez.

Além disso, a informação oficial sobre a aprovação de projetos construtivos assegura o tamanho do desafio dos poderes Executivo e Legislativo, que serão escolhidos no próximo domingo, dia 15.

Segundo o IBGE, a cidade tem cerca de 460 mil habitantes. Apenas em César de Souza, 20 mil novos moradores vão ocupar novas construções. Isso, apenas nesse distrito. Convém lembrar que a expansão de área construída continua, mesmo quando se considera a paralisação forçada pela pandemia.

A cidade cresce. Na mesma velocidade, aumenta a procura por mais saúde, educação, segurança, transporte, saneamento básico, emprego e mobilidade.

É nesse contexto que O Diário está se transformando. E cabe avisar que este jornal não abre mão da defesa intransigente dos interesses de Mogi e da região do Alto Tietê. 

Um exemplo disso: para este jornal, serão extremamente prejudiciais os reflexos no desenvolvimento econômico e social da cidade, se esse novo pedágio na rodovia Mogi-Dutra for mesmo instalado, como pretende o Governo do Estado.