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EDITORIAL

A cidade clama por paz

O DiárioPublicado em 07/04/2021 às 17:29Atualizado há 1 mês

Inaceitável efeito colateral do isolamento social e das restrições no funcionamento do comércio, os crimes contra a pessoa e o patrimônio estão ganhando números mais fortes desde o início deste ano na região urbana e rural de Mogi das Cruzes. 

No ano passado, em função talvez, do desconhecimento da pandemia e do desinteresse por registrar as ocorrências de menor valor e prejuízo, houve um leve recrudescimento das tábuas criminais.

No primeiro trimestre deste ano, não. Há um claro aumento dos arrombamentos e furtos de mercadorias em lojas, clínicas e outros espaços de negócios, em bairros como o Parque Monte Líbano, Vila Oliveira, Braz Cubas e Centro.

No último final de semana mesmo, uma clínica e uma farmácia da rua Antonio Cândido Vieira foram arrombadas durante a noite. Esses casos amedrontam e indignam as vítimas, em qualquer circunstância. Porém, na pandemia, a sensação de abandono e vulnerabilidade se torna ainda mais insustentável porque os negócios estão acumulando prejuízos desde o ano passado. O estado reage muito timidamente a uma situação que deveria ser controlada com rondas da Polícia Militar e da Guarda Municipal, mais constantes e eficientes, e uma atuação mais agressiva da Polícia Civil, a quem cabe o desenvolvimento de estratégias para rapidamente investigar e desmantelar os grupos criminosos.

Outro sinal de alerta foi lançado na zona rural com o latrocínio, com requintes de muita crueldade, praticado por dois adolescentes contra uma idosa que residia em uma propriedade rural da estrada Gueto Kobayashi. A moradora de 80 anos foi morta de maneira violenta. 

Nesse caso, a polícia conseguiu identificar rapidamente os autores do roubo e do homicídio. Contudo, ele serve de alerta para a área rural.

Essa ocorrência releva o fato de a zona rural estar ainda mais desprotegida durante a pandemia, quando a movimentação de carros entre as ruas, estradas e vicinais da cidade é menor, facilitando os crimes.

O comando da Polícia Militar promete providências e pede que as pessoas não deixem de registrar os casos para auxiliar na identificação de quadrilhas. O policiamento preventivo e ostensivo nunca foi tão necessário. Sofrido e cansado desta pandemia, o cidadão precisa redobrar os cuidados com a segurança pessoal e patrimonial. É obrigação do Estado conter essa onda de crimes. A população vive insegura. A cidade clama por paz.

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