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EDITORIAL

6 a cada 10 temem a fome

É o trabalho dos assistentes sociais e técnicos do CRAS que pode melhor orientar Mogi na sensível tarefa de arrecadar e distribuir os alimentos, de maneira justa

O DiárioPublicado em 19/05/2021 às 16:20Atualizado há 27 dias

Uma campanha publicitária exibida pela TV Diário sobre a doação de alimento a quem passa ou teme a fome no Brasil atualmente é vitrine para a confirmação sobre o papel que as oito unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ganharam com a pandemia e que continuarão exercendo mesmo após a estabilidade e controle das mortes e do contágio pelo coronavírus.

Essa campanha destaca um estudo realizado pelas universidades Livre de Berlim, na Alemanha, e as brasileiras Federal de Minas Gerais (UFMG) e de Brasília (UnB) entre novembro e dezembro passado, sobre a insegurança alimentar no País, a partir de agosto de 2020.

Seis a cada dez famílias brasileiras vivem a incerteza quanto ao acesso à comida no futuro, ou já estavam enfrentando a redução de alimentos e/ou a qualidade e quantidade da comida servida à mesa. Isso é fruto da desidratação do mercado de trabalho informal e formal desde o ano passado, que atingiu a todos, mas sobretudo as classes D e E.

Esse dado e a percepção do aumento da mendicância e da moradia de rua tornam a função do CRAS ainda mais estratégica para mensurar e combater o aumento da pobreza e miséria em Mogi das Cruzes.

É o trabalho dos assistentes sociais e técnicos do CRAS que pode melhor orientar Mogi das Cruzes na sensível tarefa de arrecadar e distribuir alimentos, de maneira justa. O mogiano já está doando alimentos.

Em igrejas, supermercados e muitos outros endereços, a campanha contra a fome está acontecendo.

Entregar o alimento, o mais rápido possível, a quem realmente necessita, depende do ajustamento da pesquisa de campo e das políticas da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Nesta semana, o vereador Carlos Lucareski, divulgou O Diário, propôs a criação de um CRAS Itinerante, que iria potencializar o que a Prefeitura já faz nos bairros atendidos: Centro, Jundiapeba I e II, Vila Nova União, Vila Brasileira, Cesar de Souza, Jardim Layr, e Jardim Aeroporto III. 

 A rede de endereços do CRAS já existe. É, inclusive, bastante sustentada. Porém, para um momento excepcional como esse, garantir, por exemplo, que os bolsões de pobreza na Divisa, serão bem assistidos, é uma obrigação do governo muncipal. Nesta área, o limite administrativo entre Mogi e outras cidades sempre deixou vulnerável uma parte das famílias. Um CRAS itinerante poderia ajudar a redimir isso.

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