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EDITORIAL

É cedo para virar a página

Mesmo com a melhoria dos índices da doença, a Secretaria de Saúde de Mogi, ainda não tem previsão para a volta das cirurgias eletivas no Hospital de Braz Cubas

O DiárioPublicado em 10/05/2021 às 18:07Atualizado há 1 mês

Jornalistas e meios de comunicação têm sido difamados e maltratados por não sucumbirem ao negacionismo e nem às ondas otimistas sobre o modelo de enfrentamento da Covid-19,  mesmo quando, sim, os índices de internação e de mortes começam a frear, mas seguem altos e subnotifcados. Vez ou outra, uma atualização do sistema infla os números, como acontceu na semana passada, ou, reportagens como as publicadas neste espaço, apontam um forte aumento na mortalidade causada pela Covid e outras doenças em nossos bairros, nossas cidades.

Não é por opção que o noticiário contrapõe, sempre que possível, o presente e o passado, em busca de análises e opiniões sobre o que verdadeiramente interessa a todos: saber como e quando vamos sair dessa pandemia e nos vermos licres de seus reflexos tão insuportáveis na vida privada e pública dos brasileiros.

Apesar da euforia, pela redução do quadro mais crítico, há de se manter a razão e dizer, calma lá, às expectativas ufanistas. 

Mesmo com os atuais índices, a Secretaria de Saúde de Mogi das Cruzes, segundo informou a este jornal, não tem previsão para a volta das cirurgias eletivas e de outros tratamentos no Hospital Municipal, em Braz Cubas, hoje referência para a Covid.

Mesmo com a redução da uso dos leitos, a população que não conta com um plano de saúde - ou seja, a maioria dos brasileiros - segue com os tratamentos identificados anteriormente a 2020 represados ou suspenso. Não há perspectiva, imediata, de se mudar isso.

O avanço dos índices de vacinação é ponto positivo no controle do coronavírus. Mas, não podemos esquecer que a imunização garante a redução dos casos mais graves e, por consequência, das mortes. Mas, o vírus segue ativo. 

Ao noticiar a manutenção das aglomerações em festas e bares aos finais de semana, e muitas pessoas, circulando sem máscara, sob o risco de ser conivente com quem não entendeu a gravidade desse momento, este jornal manifesta uma grande preocupação com o recrudescimento das medidas preventivas.

Além de uma firme fiscalização, incluvise no comércio que tenta manter as regras em dia, os governos municipais têm ainda mais obrigação de coibir o que é um problema de saúde pública, e de buscar, de todas as maneiras, meios para acelerar a vacinação. Se não for essa via, o risco de uma terceira pode cobrar a conta nas próximas semanas

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