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Dificuldades marcam início das campanhas

Partidos tem problemas com registro de candidatos e material para propaganda

O número muito grande de candidatos a vereador e a burocracia representada pela atual legislação eleitoral estão dificultando a atuação de muitos partidos políticos, especialmente aqueles que não dispõem de pessoal especializado para cuidar dos registros de suas candidaturas às próximas eleições. O advogado especializado em legislação eleitoral, Luiz David Costa Faria, constatava, ontem, véspera do último dia para registro dos futuros candidatos, que muitos partidos enfrentavam problemas com o sistema para oficialização de seus integrantes. Acostumados a entregar os registros em papel, alguns foram surpreendidos com as atividades online dos cartórios. E com alguns problemas adicionais para os atrasados: a sobrecarga do sistema da Justiça Eleitoral informatizada, que dificultava o acesso à rede. Restava, portanto, a possibilidade da entrega dos pedidos de registros em pen-drive, mas, para isso, seria preciso agendar o atendimento presencial nos cartórios, com alguma antecipação, em virtude das regras sanitárias impostas pela atual pandemia da Covid-19. Não bastassem tais problemas de ordem burocrática, a pandemia também tem afetado outra ação dos candidatos, dessa vez no campo da propaganda eleitoral. No mercado falta o material plástico utilizado para produção dos adesivos perfurados, para serem colados, principalmente, nos vidros traseiros dos veículos. Importado da China, o plástico desapareceu do mercado e os fornecedores que ainda possuíam algum estoque do material que sobrou de campanhas eleitorais passadas, se aproveitaram para jogar o preço nas alturas, tornando o custo inviável para muitos candidatos. A tinta usada em gráficas e oficinas para produção dos adesivos e outras peças publicitárias da campanha também está em falta, igualmente por culpa da pandemia. Quem tem em estoque também inflaciona os preços. Sinais de dificuldades para o início de uma campanha totalmente diferente de tantas outras que os políticos já viveram na cidade.

Na tevê

Com a conclusão, no dia de hoje, do prazo para registro das candidaturas a prefeito e vereador, juiz da 187ª Zona Eleitoral de Mogi, Davi da Costa Pereira Rio, deverá encaminhar às emissoras de rádio e televisão da cidade o tempo de propaganda eleitoral a que cada partido terá direito e sua forma de inserção nas respectivas programações. Ao contrário de eleições anteriores, por conta da pandemia, a reunião presencial de mídia deixará de ser realizada.

Lives

Anotem para conferir: Tatiana Moya poderá ser uma das surpresas das próximas eleições. A candidata a vereadora pelo PV, atuante junto ao setor imobiliário, tem se apresentado em lives entrevistando pessoas que são destaques em suas respectivas áreas de atuação, como o jornalista Evaldo Novelini, a ativista social Rosana Pierucetti, entre outras. Tatiana está muito bem acompanhada nestas eleições: o sociólogo Afonso Pola é quem está coordenando a sua campanha eleitoral.

CEI do Escândalo

Em busca de maior visibilidade, o vereador e candidato a prefeito pelo PT, Rodrigo Valverde, acabou ficando com a vaga inicialmente destinada ao seu colega de bancada, Iduigues Ferreira Martins, na Comissão Especial de Inquérito que irá apurar o envolvimento de seis vereadores mogianos nas denúncias de corrupção e outros crimes apresentadas recentemente pelo Ministério Público. A CEI deverá ser presidida pelo decano Pedro Komura (PSDB) e terá ainda a participação de Clodoaldo de Moraes (PL).

Livres

Trabalho é o que não está faltando para os advogados de defesa dos vereadores acusados pelo MP. Depois de uma demorada intervenção jurídica para conseguir livrá-los da cadeia, agora os representantes legais dos envolvidos têm outra missão: tentar reverter, em instâncias superiores, a decisão do juiz de Direito, Thiago Ducatti Machado, da 3ª Vara Criminal, que manteve os vereadores fora das atividades legislativas. Para muitos, a volta à Câmara pode ser decisiva para o que alguns consideram uma missão quase impossível: conquistar a reeleição no pleito de 15 de novembro.

Frase

O Brasil não tem partido de esquerda, não tem direita, não tem nada. Tem um bando de salafrários que se unem para roubar juntos.

Diogo Mainardi, 58 anos, escritor, produtor, roteirista de cinema e colunista brasileiro


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