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ECONOMIA

Gerdau vai abrir 150 vagas de emprego em Mogi

Grupo pretende reativar a aciaria de sua unidade, no bairro do Socorro, no início do segundo semestre, para produzir 180 mil toneladas de aço por ano

Darwin ValentePublicado em 22/04/2021 às 19:03Atualizado há 20 dias
A usina de Mogi das Cruzes terá a aciaria reativada / Eisner Soares

A Gerdau, empresa do mercado de aços especiais, que está comemorando 120 anos, anuncia para o início do segundo semestre a reativação da aciaria de sua unidade em Mogi das Cruzes, devendo gerar 150 novos postos de trabalho. A usina localizada no bairro do Socorro, na saída para o Cocuera, estava desativada desde março de 2019. O setor deverá começar a operar com capacidade anual de aproximadamente 180 mil toneladas de aço, que serão laminadas na usina de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba. 

Nesta unidade, está sendo implantado um novo sistema de lingotamento contínuo, que deverá iniciar operações em agosto do próximo ano. O equipamento vai permitir uma maior automatização de todo o processo, melhorando o rendimento e contribuindo para a entrega de produtos diferenciados, num patamar de qualidade mais elevado para um mercado cada dia mais exigente.

Toda essa atualização tecnológica em Pinda está alinhada à crescente utilização, no futuro, do clean steel (aço limpo) - um aço de qualidade superior, “com maior limpeza inclusionária e, pelo qual, a Gerdau recebeu o Prêmio REI (Reconhecimento à Excelência e Inovação) da Automotive Business, no ano passado”, informa a empresa.

As boas notícias anunciadas  pelo Grupo Gerdau serão resultado de um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão, voltado para a modernização e ampliação das operações da empresa no setor de aços especiais, já voltadas para o período pós-pandemia.

Tais investimentos estão alinhados com as perspectivas positivas de retomada dos setores automotivos e de máquinas e equipamentos, nos próximos  meses. O aporte tem como focos as usinas de Mogi das Cruzes, Pindamonhangaba, em São Paulo, e a de Charqueadas, no Rio Grande do Sul.

Em Charqueadas, a Gerdau promete instalar um novo forno de “recozimento e esferoidização para barras de aço”, para atender, principalmente, o setor automotivo. O equipamento, com capacidade anual de 48 mil toneladas, irá iniciar operações a partir de agosto de 2022.

O bilionário investimento foi anunciado por meio de um comunicado ao mercado. Nele, o Grupo Gerdau informa que tal valor é parte de um investimento global anunciado no último mês de fevereiro, que abrange um total de R$ 3,5 bilhões.

Uma parte desse recurso, diz o informe, é relativa a planos que tiveram de ser adiados, durante o ano passado, devido aos fortes impactos na economia da pandemia do novo coronavírus.

Presente para o butantan

O Instituto Butantan, que  distribui a vacina CoronaVac, recebeu R$ 2,5 milhões relativos à conclusão de uma ação civil pública que tramitava junto à 1ª Vara do Trabalho de Mogi. O caso teve início em 2013 e um acordo foi firmado entre a principal integrante de um grupo ligado às telecomunicações e o Ministério Público do Trabalho (MPT). O dinheiro terá de ser aplicado exclusivamente em medidas relacionadas à pandemia. O processo havia sido proposto em razão de danos morais coletivos, provocados por reiteradas ações do grupo econômico em Mogi. Conforme os autos, trabalhadores ficavam sem receber seus direitos. Entre as irregularidades, o constante atraso no pagamento do convênio médico e vales transporte e refeição.

Reduzindo riscos

O deputado estadual Marcos Damásio (PL) está solicitando ao governador João Doria (PSDB) que determine a vacinação de profissionais que atuam em necrotérios, cemitérios e funerárias, que passariam a fazer parte do grupo prioritário a ser imunizado contra a Covid-19.

Em um documento, encaminhado a Doria via Assembleia Legislativa, o mogiano explica que, da mesma forma como ocorreu com policiais e professores, os trabalhadores da ponta final da cadeia sanitária precisam ser vacinados para que possam atuar com menores riscos de contaminação. “Esse pessoal é essencial em suas áreas, não podendo ficar afastados do trabalho”, ressalta o deputado Damásio

Aprovada pelo Cade

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra da Monarca Máquinas e Implementos Agrícolas pela empresa Vamos Locação de Caminhões, Máquinas e Equipamentos, com sede administrativa em Mogi das Cruzes. A Monarca possui uma rede de concessionárias da Valtra em Mato Grosso, nas cidades de Sorriso, Sinop, Matupá e Alta Floresta, que vende máquinas, implementos agrícolas e peças, além de realizar serviços de manutenção. A aquisição busca consolidar a posição da Vamos (a princípio controlada pela JSL), junto ao agronegócio na região Centro-Oeste do Brasil, onde já mantém 15 lojas da marca Valtra.

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