As cidades brasileiras têm grandes desafios para atingir a maior parte dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) e muitas ainda estão longe das metas estabelecidas pela agenda 2030. Outras, mais avançadas, apresentam progressos importantes em direção ao pacto supranacional promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2015. É o que mostra o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), um trabalho inédito lançado no último dia 23 de março pelo Programa de Cidades Sustentáveis (PCS), em parceira com a SDSN, uma iniciativa da ONU para monitorar os ODS em seus países membros.

O índice é resultado de uma minuciosa pesquisa de seleção, coleta e sistematização de dados de 770 municípios brasileiros, incluindo as capitais dos 26 estados da federação. Ao todo, foram utilizados 88 indicadores de gestão relacionados aos diversos temas abordados pelos 17 ODS. O levantamento foi realizado pelo Centro Brasileiro de Analise e Planeamento (CEBRAP), e a iniciativa conta com o apoio do Projeto CITInova. Especialistas no assunto colocam vários pontos importantes sobre este estudo.

“Pela primeira vez estamos tendo uma fotografia das cidades e seus avanços nos ODS, suas virtudes e fragilidades. O Sonho do índice é contribuir para a qualidade de vida das pessoas”.

Este índice é um exemplo da contribuição do melhor conhecimento científico para o apoio ao planejamento e à gestão municipal com foco na agenda 2030”.

O estudo abrangeu 770 cidades e no Top 100 estão 83 cidades de São Paulo e infelizmente somente uma da região Alto Tietê. Salesópolis foi a mais bem colocada na 70ª. Posição, seguidas de Poa 107ª., Arujá 126ª., Mogi das Cruzes 175ª., Santa Izabel 197ª., Guararema 226ª., Suzano 240ª., Ferraz de Vasconcelos 266ª., Guarulhos 351ª., Biritiba Mirim 407ª. E Itaquaquecetuba 502ª.

Ao todos são avaliados 17 indicadores de performance conforme exemplo abaixo da cidade de Mogi das Cruzes;

Sumarizando é importante como ponto chave colocar este índice em uso aproveitando dos dados e os indicadores na elaboração de planos com vistas a atingir as metas da agenda 2030. A classificação deixa claro que varias cidades em São Paulo já estão nesta direção e deixa claro também um distanciamento da nossa região com relação ao atingimento de metas. Nunca é tarde para começar.