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Análise

Caged Mogi indica boas notícias e algumas preocupações

Cláudio Costa analisa último balanço sobre geração de empregos em Mogi das Cruzes

Cláudio CostaPublicado em 28/05/2021 às 10:30Atualizado há 18 dias
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Analisando com um pouco mais de detalhes as últimas informações recebidas do “Novo Caged”, Cadastro Geral de Empregos, divulgadas pelo Governo Federal, entendo que temos vários motivos para comemorar, mas também algumas preocupações.

Atingimos no último mês um saldo positivo de 670 vagas formalizadas, ou seja, com carteira assinada que no acumulado do ano atinge 2215 postos de trabalho. Número excelente que faz com que Mogi das Cruzes ultrapasse os 100.000 empregos com carteira assinada. As boas noticias estão por conta da indústria mogiana que vem contratando, já há algum tempo, e das mostras que continuará crescendo. Lembrando sempre que a indústria tem um nível superior de salário comparado com outros segmentos.

É sabido também que, quando a indústria cresce, ela puxa junto outros serviços e no caso de Mogi isto ficou evidenciado, haja vista que o setor de serviços teve um saldo positivo de 598 vagas puxadas principalmente pelos segmentos de mão de obra temporária e tele atendimento.

Outro ponto importante nestes números é que as mulheres tiveram uma participação maior do que os homens com 57% e os profissionais com qualificação técnica e superior também foram os maiores beneficiados justificando a tese na necessidade cada vez maior de qualificação profissional. Por último observa-se que a fatia entre 18 a 30 anos representou 87% das contratações, puxado principalmente pelo segmento de tele atendimento.

Um ponto preocupante neste sentido são os profissionais acima de 50 anos que tiveram saldo negativo de empregos e aí talvez uma requalificação profissional pode ser determinante para reintegração no mercado de trabalho.

As preocupações ficam por conta do setor de comércio, que teve saldo negativo incluindo não só o varejista, mas também os serviços de bares, restaurantes e hotelaria, com certeza, por conta do momento atual da pandemia.

Surpresa, também, foi o setor de construção civil que vinha crescente, mas que também teve saldo negativo. Com certeza estes 2 setores irão voltar a normalidade a medida que o processo de vacinação avance e a pandemia esteja sob controle. Isto deve ocorrer somente no segundo semestre.

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